{"id":33253,"date":"2026-06-28T23:24:07","date_gmt":"2026-06-29T02:24:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33253"},"modified":"2026-06-28T23:24:07","modified_gmt":"2026-06-29T02:24:07","slug":"nova-reserva-marinha-pode-proteger-3-mil-hectares-entre-barra-de-guaratiba-e-recreio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33253","title":{"rendered":"Nova reserva marinha pode proteger 3 mil hectares entre Barra de Guaratiba e Recreio"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Nova-reserva-marinha.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\"><\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p>A proposta de cria\u00e7\u00e3o de uma nova unidade de conserva\u00e7\u00e3o marinha na Zona Sudoeste do <strong>Rio de Janeiro<\/strong> avan\u00e7ou mais uma etapa. Em reuni\u00e3o p\u00fablica realizada no \u00faltimo dia 17, representantes do poder p\u00fablico, pesquisadores, comunidades tradicionais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil discutiram a implanta\u00e7\u00e3o da <strong>Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Marinha Urupir\u00e1<\/strong>.<\/p>\n<p>A \u00e1rea poder\u00e1 proteger cerca de <strong>3 mil hectares<\/strong> entre a <strong>Ilhota do Frade<\/strong>, em <strong>Barra de Guaratiba<\/strong>, e o <strong>Pontal do Recreio<\/strong>. Ainda em fase de constru\u00e7\u00e3o, a reserva tem como objetivo conciliar preserva\u00e7\u00e3o ambiental e manuten\u00e7\u00e3o de atividades tradicionais ligadas ao territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A proposta mira, sobretudo, popula\u00e7\u00f5es que dependem diretamente dos recursos marinhos para viver. A ideia \u00e9 permitir o uso sustent\u00e1vel da \u00e1rea, com regras definidas em conjunto entre poder p\u00fablico, moradores e usu\u00e1rios tradicionais.<\/p>\n<p><em>\u201cA participa\u00e7\u00e3o social \u00e9 um princ\u00edpio fundamental no processo de cria\u00e7\u00e3o de qualquer unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Somando-se a outros encontros realizados, esta segunda oitiva amplia o di\u00e1logo com os diferentes setores envolvidos, permitindo que mais pessoas conhe\u00e7am a proposta, tirem d\u00favidas e contribuam para o aperfei\u00e7oamento da futura reserva\u201d<\/em>, afirmou <strong>Julia Bochner<\/strong>, diretora de Biodiversidade, \u00c1reas Protegidas e Ecossistemas do <strong>Instituto Estadual do Ambiente (Inea)<\/strong>.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reserva permite uso sustent\u00e1vel da \u00e1rea<\/h3>\n<p>Diferentemente de modelos mais restritivos de prote\u00e7\u00e3o ambiental, a categoria de <strong>Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/strong> permite o uso dos recursos naturais, desde que isso ocorra com regras claras e controle p\u00fablico.<\/p>\n<p>O modelo busca proteger a natureza e, ao mesmo tempo, melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Tamb\u00e9m reconhece conhecimentos locais associados ao manejo ambiental desses territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Nesse tipo de unidade de conserva\u00e7\u00e3o, a visita\u00e7\u00e3o pode ser estimulada. Mas ela precisa estar alinhada aos interesses das comunidades locais e \u00e0s diretrizes do <strong>Plano de Manejo<\/strong>, documento que define as formas de uso, prote\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Embora a posse do territ\u00f3rio permane\u00e7a p\u00fablica, o modelo prev\u00ea regras espec\u00edficas para organizar o uso de \u00e1reas ocupadas por popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Moradores e usu\u00e1rios tradicionais tamb\u00e9m devem participar da elabora\u00e7\u00e3o das diretrizes de manejo e da tomada de decis\u00f5es sobre o futuro da reserva.<\/p>\n<p>Segundo o <strong>Governo do Estado<\/strong>, a regi\u00e3o escolhida re\u00fane ecossistemas estrat\u00e9gicos para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha e costeira. A \u00e1rea foi definida com base em estudos t\u00e9cnicos e dados ambientais j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Entre os objetivos da proposta est\u00e3o a prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e habitats sens\u00edveis e o fortalecimento de formas sustent\u00e1veis de uso do territ\u00f3rio.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Consulta p\u00fablica ainda ser\u00e1 aberta<\/h3>\n<p>A segunda oitiva p\u00fablica fez parte da etapa de escuta da popula\u00e7\u00e3o antes da abertura formal da consulta p\u00fablica, procedimento obrigat\u00f3rio para a cria\u00e7\u00e3o oficial da unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante os encontros, moradores, pesquisadores, organiza\u00e7\u00f5es e usu\u00e1rios da \u00e1rea podem apresentar sugest\u00f5es, d\u00favidas e contribui\u00e7\u00f5es para ajustes na proposta.<\/p>\n<p>Outro ponto previsto \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um conselho gestor deliberativo, com representantes do poder p\u00fablico e da sociedade civil. O grupo teria papel central na defini\u00e7\u00e3o das regras futuras da reserva.<\/p>\n<p>O nome sugerido para a unidade, <strong>Urupir\u00e1<\/strong>, tem origem ind\u00edgena e remete \u00e0 antiga <strong>Ilha de Palmas de Guaratiba<\/strong>. O termo significa \u201ccesto de peixe\u201d, refer\u00eancia hist\u00f3rica \u00e0 abund\u00e2ncia de recursos marinhos na regi\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Debate ambiental tamb\u00e9m mobiliza Jacarepagu\u00e1<\/h3>\n<p>O avan\u00e7o da discuss\u00e3o sobre a <strong>RDS Marinha Urupir\u00e1<\/strong> ocorre em meio a outros debates sobre conserva\u00e7\u00e3o ambiental no <strong>Rio<\/strong>. Neste domingo (28), integrantes da sociedade civil realizaram uma trilha em <strong>Jacarepagu\u00e1<\/strong> para defender a cria\u00e7\u00e3o do chamado <strong>Corredor Azul<\/strong>, proposta de unidade de conserva\u00e7\u00e3o na vertente oeste do <strong>Maci\u00e7o da Tijuca<\/strong>.<\/p>\n<p>Organizada pela <strong>Associa\u00e7\u00e3o de Moradores e Amigos da Freguesia (Amaf)<\/strong>, a atividade integra a campanha <strong>Floresta em p\u00e9 Jacarepagu\u00e1<\/strong>. O movimento pede que a <strong>Prefeitura do Rio<\/strong> oficialize, por decreto, a cria\u00e7\u00e3o da \u00e1rea protegida.<\/p>\n<p>A expectativa dos organizadores era reunir cerca de cem participantes em um percurso pelo <strong>Morro da Pedra do Urubu<\/strong> e pela cachoeira do <strong>Rio Papagaio<\/strong>. Segundo a associa\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9 ampliar o debate p\u00fablico sobre conserva\u00e7\u00e3o ambiental e acompanhar compromissos j\u00e1 anunciados pelo munic\u00edpio.<\/p>\n<p><em>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o d\u00b4O Globo.<\/em><\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/LHK9Z6Xc8fq7SxxQWsZjvj\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/nova-reserva-marinha-pode-proteger-3-mil-hectares-entre-barra-de-guaratiba-e-recreio\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta de cria\u00e7\u00e3o de uma nova unidade de conserva\u00e7\u00e3o marinha na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro avan\u00e7ou mais uma etapa. 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