{"id":33448,"date":"2026-07-01T09:26:25","date_gmt":"2026-07-01T12:26:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33448"},"modified":"2026-07-01T09:26:25","modified_gmt":"2026-07-01T12:26:25","slug":"negros-tem-4-vezes-mais-chances-de-serem-mortos-pela-policia-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33448","title":{"rendered":"Negros tem 4 vezes mais chances de serem mortos pela pol\u00edcia, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p>Pessoas negras t\u00eam, em m\u00e9dia, quatro vezes mais risco de morrer em a\u00e7\u00f5es policiais do que pessoas brancas nos nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O dado faz parte do estudo obtido pela CNN Brasil \u201cPele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanh\u00e3\u201d, divulgado nesta quarta-feira (1\u00ba), que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es obtidas por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI) junto \u00e0s secretarias de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, foram registradas 4.330 mortes decorrentes de interven\u00e7\u00e3o policial em 2025, um aumento de 6,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Considerando apenas os casos em que havia informa\u00e7\u00e3o sobre ra\u00e7a ou cor, 86,3% das v\u00edtimas eram negras.<\/p>\n<p>Jovens de at\u00e9 29 anos representaram 64,8% de todos os mortos, o equivalente a 2.804 v\u00edtimas. Dentro desse grupo, 2.492 tinham entre 18 e 29 anos. O levantamento tamb\u00e9m contabilizou 312 crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 17 anos mortos em a\u00e7\u00f5es policiais, sendo duas crian\u00e7as de at\u00e9 11 anos e outras 310 v\u00edtimas entre 12 e 17 anos.<\/p>\n<p>\u201cEm os dados de 2025, afirmamos: na m\u00e9dia dos o analisar estados, negros t\u00eam quatro vezes mais chances de serem mortos pela pol\u00edcia do que brancos\u201d diz o estudo ao analisar as taxas por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p><strong>Panorama estadual<\/strong><\/p>\n<p>A desigualdade \u00e9 ainda maior em alguns estados. Em Pernambuco, segundo a pesquisa o risco para pessoas negras chega a ser 11 vezes superior ao da popula\u00e7\u00e3o branca. No Rio de Janeiro, a diferen\u00e7a \u00e9 de seis vezes.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta ainda que quatro estados registraram, em 2025, o maior n\u00famero de mortes por interven\u00e7\u00e3o policial desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2019. O Cear\u00e1 contabilizou 200 mortes, o Maranh\u00e3o 142, o Par\u00e1 632 e S\u00e3o Paulo 834 v\u00edtimas. Na Bahia, embora tenha havido queda em rela\u00e7\u00e3o ao recorde registrado em 2024, foram 1.570 mortes.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo registrou o maior n\u00famero de v\u00edtimas da s\u00e9rie hist\u00f3rica, mesmo em um contexto de queda em indicadores criminais, como furtos e roubos. Em 2024, foram registradas 812 mortes. Em 2025, houve um aumento de 22 mortes em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O estado acumula 4.774 v\u00edtimas em sete anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Maranh\u00e3o, apresentou o crescimento mais alarmante, com uma alta de 86,8% nas mortes em apenas um ano. Os n\u00fameros sa\u00edram de 76 mortes para 142 em 2025. No estado nordestino, o fen\u00f4meno \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 interioriza\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es criminosas do Sudeste e \u00e0 resposta estatal baseada no confronto, de acordo com o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros tamb\u00e9m mostram a situa\u00e7\u00e3o no Par\u00e1, que atingiu o recorde de 632 mortes, um aumento de 35 mortes em rela\u00e7\u00e3o a 2024. O estado acumula 4.028 mortos em sete anos. Somente em Bel\u00e9m, foram 99 mortes, o maior n\u00famero absoluto entre os munic\u00edpios paraenses.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Cear\u00e1 registrou 200 mortes em 2025, o maior patamar desde 2019. Apenas 12 munic\u00edpios concentraram 50,5% das v\u00edtimas em todo o estado. Em sete anos, a letalidade cresceu 47,1%, totalizando 1.094 mortos no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Metodologia<br \/>A s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio \u201cPele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanh\u00e3\u201d baseia-se na coleta de dados oficiais junto \u00e0s secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica dos nove estados monitorados (Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/mancheterio.com.br\/negros-tem-4-vezes-mais-chances-de-serem-mortos-pela-policia-diz-estudo\/\">Diario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas negras t\u00eam, em m\u00e9dia, quatro vezes mais risco de morrer em a\u00e7\u00f5es policiais do que pessoas brancas nos nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a. 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