{"id":33764,"date":"2026-07-05T03:11:09","date_gmt":"2026-07-05T06:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33764"},"modified":"2026-07-05T03:11:09","modified_gmt":"2026-07-05T06:11:09","slug":"roubo-de-cargas-volta-a-subir-no-rio-e-acende-alerta-sobre-avanco-do-tcp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33764","title":{"rendered":"Roubo de cargas volta a subir no Rio e acende alerta sobre avan\u00e7o do TCP"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Whisk_09148427bf.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem  gerada por Intelig\u00eancia Artificial<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p>O roubo de cargas voltou a crescer na cidade do <strong>Rio de Janeiro<\/strong>. Dados do <strong>Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP)<\/strong> apontam <strong>779 ocorr\u00eancias<\/strong> entre janeiro e maio deste ano, alta de <strong>32,5%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. O avan\u00e7o reacende a preocupa\u00e7\u00e3o de transportadoras, caminhoneiros e empresas de log\u00edstica que atuam no estado.<\/p>\n<p>Segundo investiga\u00e7\u00f5es policiais, parte desse aumento tem rela\u00e7\u00e3o com a atua\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es criminosas. O <strong>Terceiro Comando Puro (TCP)<\/strong>, rival do <strong>Comando Vermelho (CV)<\/strong> em comunidades do Rio, passou a investir mais no roubo de cargas como forma de financiar suas atividades. Como a fac\u00e7\u00e3o controla menos territ\u00f3rios que o <strong>CV<\/strong>, teria menor margem para obter lucro com outras pr\u00e1ticas criminosas, como a extors\u00e3o.<\/p>\n<p>Um levantamento nacional da <strong>NTC&amp;Log\u00edstica<\/strong> mostra que o <strong>Rio de Janeiro<\/strong> liderou os registros de roubo de cargas em 2025. Foram <strong>3.777 ocorr\u00eancias<\/strong> no estado, m\u00e9dia aproximada de dez crimes por dia. <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> aparece em seguida, com <strong>3.470 casos<\/strong>. Juntos, os dois estados concentraram mais de <strong>80%<\/strong> dos registros do pa\u00eds. A Regi\u00e3o <strong>Sudeste<\/strong> respondeu por <strong>86,8%<\/strong> das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio fluminense, o estudo aponta queda de <strong>60%<\/strong> nos roubos de carga no Brasil em compara\u00e7\u00e3o com 2017, ano do pico hist\u00f3rico da modalidade. A entidade usou dados do governo federal e das secretarias estaduais de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Zona Norte concentra \u00e1reas sens\u00edveis<\/h3>\n<p>O cruzamento dos dados do <strong>ISP<\/strong> com o <strong>Mapa Hist\u00f3rico dos Grupos Armados<\/strong>, cuja vers\u00e3o mais recente \u00e9 de 2024, mostra maior concentra\u00e7\u00e3o de registros em delegacias que atendem bairros sob influ\u00eancia ou controle do <strong>TCP<\/strong>. Entre as \u00e1reas citadas est\u00e3o a <strong>Mar\u00e9<\/strong>, o <strong>Complexo de Israel<\/strong> e a <strong>Pedreira<\/strong>, todos na <strong>Zona Norte<\/strong>.<\/p>\n<p>Na <strong>favela da Pedreira<\/strong>, investiga\u00e7\u00f5es apontam que cargas desviadas acabam revendidas por comerciantes ilegais em locais de grande circula\u00e7\u00e3o, como esta\u00e7\u00f5es de trem, metr\u00f4 e feiras. Quando caminh\u00f5es s\u00e3o bloqueados por ferramentas de seguran\u00e7a, a mercadoria pode ser saqueada com aval do tr\u00e1fico local, segundo a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>As cargas mais visadas s\u00e3o alimentos e cigarros. Depois aparecem medicamentos, bebidas e eletroeletr\u00f4nicos. O crit\u00e9rio, segundo o setor, n\u00e3o \u00e9 o valor mais alto da mercadoria, mas a facilidade de revenda r\u00e1pida.<\/p>\n<p>A <strong>Mar\u00e9<\/strong> tamb\u00e9m aparece entre os pontos de aten\u00e7\u00e3o. O conjunto de 16 favelas fica entre a <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>, a <strong>Avenida Brasil<\/strong>, a <strong>Linha Vermelha<\/strong> e a <strong>Linha Amarela<\/strong>, corredores importantes para o transporte de mercadorias. Parte do territ\u00f3rio \u00e9 dominada pelo <strong>CV<\/strong>, e outra parte pelo <strong>TCP<\/strong>.<\/p>\n<p>No dia <strong>10 de junho<\/strong>, as pol\u00edcias <strong>Civil<\/strong> e <strong>Militar<\/strong> fizeram uma opera\u00e7\u00e3o na <strong>Mar\u00e9<\/strong> contra o <strong>TCP<\/strong>. De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, parte dos produtos roubados em ataques a caminh\u00f5es na <strong>Avenida Brasil<\/strong> era revendida em um baile funk semanal na <strong>Vila do Jo\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Em 2024, a pol\u00edcia instalou blocos de concreto em ruas da <strong>Mar\u00e9<\/strong> para dificultar a entrada e circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos de grande porte. A medida provocou protestos de moradores e representantes comunit\u00e1rios, que alegaram preju\u00edzo ao direito de ir e vir.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Opera\u00e7\u00e3o Torniquete mira roubos e recepta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Procurada para comentar os dados, a <strong>Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro<\/strong> informou que mant\u00e9m ativa a <strong>Opera\u00e7\u00e3o Torniquete<\/strong>, voltada ao combate a roubos e recepta\u00e7\u00e3o de cargas e ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Segundo a corpora\u00e7\u00e3o, <strong>1.050 pessoas<\/strong> foram presas no \u00e2mbito da opera\u00e7\u00e3o desde setembro de 2024. Ainda de acordo com a pol\u00edcia, cargas e ve\u00edculos recuperados no per\u00edodo somam <strong>R$ 56 milh\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>A <strong>Pol\u00edcia Civil<\/strong> afirmou que usa dados do <strong>ISP<\/strong> para orientar suas a\u00e7\u00f5es. Em nota, a corpora\u00e7\u00e3o disse que isso permite direcionar opera\u00e7\u00f5es de forma <em>\u201ct\u00e9cnica, eficiente e alinhada \u00e0 din\u00e2mica criminal do estado\u201d<\/em>.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Custo Rio pesa sobre transportadoras<\/h3>\n<p>O roubo de cargas tamb\u00e9m tem impacto direto no custo das opera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 quase uma d\u00e9cada, transportadores cobram de empresas de log\u00edstica uma taxa extra para atuar no <strong>Rio de Janeiro<\/strong>. A cobran\u00e7a \u00e9 chamada de taxa emergencial adicional ou <strong>\u201ccusto RJ\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>O valor varia conforme a rota e o tipo de carga. Para representantes do setor, o risco maior no estado encarece seguros, fretes e opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O presidente da <strong>NTC&amp;Log\u00edstica<\/strong>, <strong>Eduardo Rebuzzi<\/strong>, afirmou que o Rio ainda \u00e9 visto como uma pra\u00e7a de alto risco. <em>\u201cO Rio desperta risco. O motorista tem medo de ir para l\u00e1, n\u00e3o quer ir. As empresas evitam colocar filial\u201d<\/em>, disse.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida entre empresas que oferecem tecnologia contra roubo de cargas. <strong>Luiz Henrique Nascimento<\/strong>, s\u00f3cio da <strong>T4S<\/strong>, afirma que o dom\u00ednio territorial de fac\u00e7\u00f5es aumenta a dificuldade de recupera\u00e7\u00e3o das mercadorias. <em>\u201cEu e meu s\u00f3cio tivemos uma transportadora entre 2003 e 2013, fomos roubados praticamente todos os dias e o Rio sempre foi a pra\u00e7a de maior desafio\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m apontou o uso de comunidades como \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o para criminosos. <em>\u201c\u00c9 desafiador porque as comunidades s\u00e3o zonas de seguran\u00e7a dos criminosos. Na medida em que a pol\u00edcia n\u00e3o pode entrar para recuperar uma carga, o objetivo dos criminosos \u00e9 simplesmente desviar o caminh\u00e3o para dentro de uma comunidade\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>As quadrilhas investigadas pela pol\u00edcia usam principalmente favelas da <strong>Zona Norte<\/strong>, regi\u00e3o cortada por importantes vias de tr\u00e1fego, como <strong>Avenida Brasil<\/strong>, <strong>Linha Vermelha<\/strong> e <strong>Linha Amarela<\/strong>. A \u00e1rea tamb\u00e9m concentra conex\u00f5es log\u00edsticas e grande circula\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, cr\u00edticas \u00e0 forma como o estado \u00e9 tratado pelo setor. <strong>Antonio Vitaliano<\/strong>, da <strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Transportadores Aut\u00f4nomos (CNTA)<\/strong> e presidente da <strong>Federa\u00e7\u00e3o dos Caminhoneiros Aut\u00f4nomos do Rio (Fecam-RJ)<\/strong>, avalia que a taxa adicional tamb\u00e9m carrega preconceito contra o Rio. <em>\u201cA cobran\u00e7a existe e \u00e9 uma demoniza\u00e7\u00e3o, forma de barganha para aumentar a lucratividade. O Rio de Janeiro \u00e9 alvo f\u00e1cil para se jogar pedras\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><em>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Folha de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/E8pK6nHmdGjFDSW3LcwwwM\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/roubo-de-cargas-volta-a-subir-no-rio-e-acende-alerta-sobre-avanco-do-tcp\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem gerada por Intelig\u00eancia Artificial O roubo de cargas voltou a crescer na cidade do Rio de Janeiro. 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