{"id":33776,"date":"2026-07-05T11:55:03","date_gmt":"2026-07-05T14:55:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33776"},"modified":"2026-07-05T11:55:03","modified_gmt":"2026-07-05T14:55:03","slug":"desordem-e-comercio-ilegal-tomam-conta-do-calcadao-de-copacabana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33776","title":{"rendered":"Desordem e com\u00e9rcio ilegal tomam conta do cal\u00e7ad\u00e3o de Copacabana"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/festa.avif\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Alexandre Cassiano<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p>O famoso cal\u00e7ad\u00e3o de pedras portuguesas da<strong> Avenida Atl\u00e2ntica<\/strong>, em <strong>Copacabana<\/strong>, transformou-se em uma pista de dan\u00e7a improvisada e barulhenta nas \u00faltimas semanas. Nem mesmo as placas de proibi\u00e7\u00e3o instaladas pelo munic\u00edpio impedem que s\u00f3sias do cantor Michael Jackson se apresentem com caixas de som potentes acopladas a carrinhos de bebidas. Essa polui\u00e7\u00e3o sonora constante virou o principal pesadelo de quem busca o som das ondas do mar ou simplesmente tenta dormir nos edif\u00edcios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A desordem se estende por toda a cal\u00e7ada. A poucos metros dali, uma aglomera\u00e7\u00e3o de ambulantes ostenta bandeiras de na\u00e7\u00f5es vizinhas, criando um corredor cultural e gastron\u00f4mico onde ritmos como c\u00fambia e reggaeton disputam o espa\u00e7o sonoro. O ambiente festivo atrai fam\u00edlias que registram a mistura cultural de drinques estrangeiros e nacionais, mas tamb\u00e9m serve de cen\u00e1rio para a a\u00e7\u00e3o livre de traficantes. Recentemente, a <strong>Pol\u00edcia Militar<\/strong> efetuou a pris\u00e3o de um suspeito carregando entorpecentes, dinheiro e aparelhos celulares na regi\u00e3o, mas a rotina de excessos continuou inalterada nos dias seguintes.<\/p>\n<p>A mobilidade na orla tamb\u00e9m virou motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para quem caminha ou se exercita. Motos el\u00e9tricas e ciclomotores circulam livremente pelas cal\u00e7adas e pela ciclovia, desrespeitando as normas municipais de tr\u00e2nsito. Um idoso chegou a perder a dire\u00e7\u00e3o de uma motocicleta el\u00e9trica na \u00e1rea compartilhada, quase atropelando um ciclista. Frequentadores ass\u00edduos apontam que os alertas da prefeitura por meio de QR Codes nas placas n\u00e3o geram qualquer efeito pr\u00e1tico ou intimida\u00e7\u00e3o sobre as atividades irregulares.<\/p>\n<p>O sucesso financeiro e a facilidade de instalar um ponto de venda sem fiscaliza\u00e7\u00e3o atrai inclusive trabalhadores de outros pa\u00edses. Uma fam\u00edlia de cozinheiros colombianos migrou para o Rio de Janeiro para vender petiscos na praia ap\u00f3s receber incentivo de um parente que j\u00e1 reside na cidade. Eles iniciaram as vendas na Avenida Atl\u00e2ntica sem possuir alvar\u00e1 e a cozinheira explicou a situa\u00e7\u00e3o:<em> \u201cAinda vamos entender como fazemos para ter os documentos\u201d<\/em>, diz a cozinheira. <\/p>\n<p>O aluguel de carrocinhas de bebidas virou uma alternativa comum para trabalhadores informais lucrarem com o turismo de inverno, gerando a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios sem vistorias sanit\u00e1rias ou comprova\u00e7\u00e3o de origem. Um morador e esportista local criticou o cen\u00e1rio afirmando que na orla tem muitas carrocinhas de drinques, que ningu\u00e9m tem licen\u00e7a para vender aquilo, e chega cada vez mais gente, ressaltando que estrangeiros e brasileiros alugam os carrinhos, colocam as bandeiras e v\u00e3o para a rua.<\/p>\n<p>Em vistorias noturnas recentes, reportagens flagraram a aus\u00eancia completa de agentes p\u00fablicos atuando no trecho mais movimentado entre os postos 3 e 5 da praia ap\u00f3s as 22h. Em contrapartida, a administra\u00e7\u00e3o municipal alegou que direcionou suas equipes de ordenamento urbano para fiscalizar o com\u00e9rcio e o tr\u00e2nsito nas vias internas do bairro, opera\u00e7\u00e3o que resultou na apreens\u00e3o de trinta quilos de comida estragada.<\/p>\n<p>As dificuldades de formaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m alimentam o problema. O vereador <strong>William Siri (PSOL)<\/strong> argumenta que o pr\u00f3prio sistema dificulta a vida de quem quer trabalhar dentro da lei. Segundo o parlamentar,<em> \u201cA falta de transpar\u00eancia na concess\u00e3o das Taxas de Uso de \u00c1rea P\u00fablica (TUAPs) \u00e9 o ponto central dessa desorganiza\u00e7\u00e3o. Muitos trabalhadores tentam h\u00e1 anos e n\u00e3o obt\u00eam qualquer resposta sobre a ordem de recebimento ou os crit\u00e9rios adotados, criando um cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a que afasta o ambulante que quer trabalhar direito. \u00c9 nesse v\u00e1cuo de legalidade e na aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel que surgem problemas como a venda de produtos adulterados ou a desordem sonora\u201d<\/em>, diz o parlamentar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do barulho e do risco \u00e0 sa\u00fade dos consumidores, o com\u00e9rcio clandestino prejudica os quiosques e vendedores legalizados. A sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a \u00e9 outra queixa recorrente. O barraqueiro Washington Concei\u00e7\u00e3o, por exemplo, teve dezenas de cadeiras furtadas de sua estrutura e recorreu \u00e0 pol\u00edcia. A <strong>Pol\u00edcia Civil<\/strong> informou que a investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 em andamento na <strong>12\u00aa DP (Copacabana)<\/strong> e que <em>\u201cagentes analisam imagens de c\u00e2meras de seguran\u00e7a\u201d<\/em> para identificar os autores do crime. Promessas antigas de monitoramento tecnol\u00f3gico com o uso de drones e c\u00e2meras especiais de monitoramento ainda n\u00e3o sa\u00edram do papel.<\/p>\n<p>Durante um balan\u00e7o da<strong> For\u00e7a Municipal<\/strong>, o prefeito<strong> Eduardo Cavaliere<\/strong> anunciou que uma grande a\u00e7\u00e3o de ordenamento urbano ser\u00e1 iniciada na orla da Zona Sul, priorizando <strong>Copacabana<\/strong>, <strong>Ipanema <\/strong>e <strong>Leblon<\/strong>, embora n\u00e3o tenha estipulado uma data de in\u00edcio. O plano prev\u00ea o bloqueio pr\u00e9vio de ambulantes clandestinos nas ruas de acesso \u00e0 praia, al\u00e9m da reten\u00e7\u00e3o de equipamentos irregulares e a proibi\u00e7\u00e3o de motos el\u00e9tricas nas cal\u00e7adas.<\/p>\n<p>O desafio do poder p\u00fablico ser\u00e1 equilibrar o direito ao trabalho com o ordenamento urbano, j\u00e1 que muitos desses ambulantes se tornaram atra\u00e7\u00f5es queridas por turistas internacionais. Um vendedor que utiliza bandeiras do <strong>Chile <\/strong>faz sucesso nas redes sociais e chegou a gravar v\u00eddeos com influenciadores europeus famosos. Turistas chilenos elogiam a experi\u00eancia na internet e relatam que costumam passar a madrugada bebendo no local. Um frentista de um posto de combust\u00edveis vizinho confirmou o movimento tardio afirmando que no inverno tem dia que o pessoal sai meia-noite, dependendo do clima, pois se est\u00e1 calor, eles ficam. <\/p>\n<p>Devido ao receio de repres\u00e1lias por parte de grupos criminosos que controlam o territ\u00f3rio, muitos moradores preferem o anonimato. Um morador desabafou sobre o controle da criminalidade na regi\u00e3o afirmando que <em>\u201cCopacabana est\u00e1 loteada, tanto a areia quanto o cal\u00e7ad\u00e3o\u201d<\/em>, diz o atleta, completando que o tr\u00e1fico tamb\u00e9m tomou conta do lugar. <\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 crise, a Pol\u00edcia Militar declarou que <em>\u201co policiamento ostensivo \u00e9 realizado de forma cont\u00ednua em toda a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do batalh\u00e3o, com o emprego de viaturas, patrulhas de moto e efetivo a p\u00e9, atuando tanto nas vias p\u00fablicas quanto na orla\u201d<\/em>. Complementando a resposta de seguran\u00e7a, a Pol\u00edcia Civil garantiu que realiza opera\u00e7\u00f5es rotineiras no bairro <em>\u201ccom foco na identifica\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos<\/em>\u201d no tr\u00e1fico de entorpecentes.<\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/E8pK6nHmdGjFDSW3LcwwwM\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/desordem-e-comercio-ilegal-tomam-conta-do-calcadao-de-copacabana\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Alexandre Cassiano O famoso cal\u00e7ad\u00e3o de pedras portuguesas da Avenida Atl\u00e2ntica, em Copacabana, transformou-se em uma pista de dan\u00e7a improvisada e barulhenta nas \u00faltimas semanas. 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