{"id":33827,"date":"2026-07-06T04:48:49","date_gmt":"2026-07-06T07:48:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33827"},"modified":"2026-07-06T04:48:49","modified_gmt":"2026-07-06T07:48:49","slug":"metro-quadrado-dos-imoveis-novos-no-rio-sobe-quase-70-em-1-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=33827","title":{"rendered":"Metro quadrado dos im\u00f3veis novos no Rio sobe quase 70% em 1 ano"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/6108383e6b919.jpeg-1024x640-1.webp\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Rio Wonder foi o primeiro empreendimento inaugurado no Porto do Rio <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos im\u00f3veis novos no <strong>Rio de Janeiro<\/strong> deu um salto raro no mercado imobili\u00e1rio brasileiro. Nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o de 2026, o metro quadrado dos lan\u00e7amentos na capital chegou a R$ 12.849,63, com alta de 68,51%, segundo o <strong>\u00cdndice de Lan\u00e7amentos Imobili\u00e1rios (ILI) DataZAP<\/strong>, divulgado na primeira edi\u00e7\u00e3o do <strong>Radar da Constru\u00e7\u00e3o<\/strong>. <em>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do InfoMoney.<\/em><\/p>\n<p>Foi a maior valoriza\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es acompanhadas pelo levantamento. A alta no <strong>Rio<\/strong> ficou bem acima da m\u00e9dia nacional, de 10,06% no mesmo per\u00edodo, e tamb\u00e9m superou com folga o <strong>INCC<\/strong>, \u00edndice que mede a infla\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil e avan\u00e7ou 6,17%.<\/p>\n<p>O movimento refor\u00e7a a retomada do mercado residencial carioca, mas n\u00e3o tem uma \u00fanica explica\u00e7\u00e3o. A alta passa por mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o urbana, volta de empreendimentos em \u00e1reas antes travadas, crescimento dos im\u00f3veis compactos, turismo aquecido e maior presen\u00e7a de compradores estrangeiros em bairros de alto padr\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as na lei destravaram projetos<\/h3>\n<p>Para <strong>Leonardo Mesquita<\/strong>, vice-presidente de Neg\u00f3cios da <strong>Cury Construtora<\/strong> e presidente da <strong>Ademi-RJ<\/strong>, parte da valoriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0s mudan\u00e7as regulat\u00f3rias feitas nos \u00faltimos anos. <em>\u201cO Rio de Janeiro passou por uma mudan\u00e7a de legisla\u00e7\u00e3o que proporcionou aumento de empreendimentos na cidade, permitindo que antigas \u00e1reas voltassem a ser exploradas\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Entre os marcos citados pelo executivo est\u00e3o o novo <strong>C\u00f3digo de Obras<\/strong>, de 2019, o programa <strong>Reviver Centro<\/strong>, sancionado em 2021, e o novo <strong>Plano Diretor<\/strong>, aprovado no fim de 2024. Essas medidas ampliaram as possibilidades de constru\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>O efeito foi sentido em \u00e1reas que voltaram ao radar das incorporadoras, como o <strong>Centro<\/strong>, o <strong>Porto Maravilha<\/strong>, trechos da <strong>Zona Sul<\/strong> e bairros da <strong>Zona Norte<\/strong>. A cidade, que passou anos com regras urban\u00edsticas mais r\u00edgidas, voltou a ter espa\u00e7o para novos tipos de projeto.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rio tenta recuperar espa\u00e7o perdido<\/h3>\n<p>Para <strong>Claudio Hermolin<\/strong>, presidente do <strong>Sinduscon-Rio<\/strong>, vice-presidente da <strong>CBIC<\/strong> para a Regi\u00e3o Sudeste e diretor da <strong>Firjan<\/strong>, o <strong>Rio de Janeiro<\/strong> vinha perdendo competitividade havia anos.<\/p>\n<p>Segundo ele, a cidade j\u00e1 foi o segundo maior mercado imobili\u00e1rio do pa\u00eds, mas ficou para tr\u00e1s enquanto outras capitais avan\u00e7aram.  <em>\u201cS\u00e3o Paulo era 3,5 vezes o mercado do Rio. Em 2016 e 2017, essa diferen\u00e7a chegou a 6,5 vezes\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do executivo, a economia fluminense ficou muito dependente de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Ao mesmo tempo, a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica n\u00e3o acompanhou as mudan\u00e7as do mercado. Isso segurou novos projetos e reduziu a oferta de lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>A partir de 2019, segundo <strong>Hermolin<\/strong>, as novas regras deram mais simplicidade \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o de projetos, trouxeram seguran\u00e7a jur\u00eddica e atualizaram normas que j\u00e1 n\u00e3o conversavam com a demanda da cidade.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Im\u00f3veis compactos puxam o pre\u00e7o do metro quadrado<\/h3>\n<p>Um dos pontos centrais para entender a alta do metro quadrado \u00e9 a mudan\u00e7a no perfil dos lan\u00e7amentos. O mercado carioca era muito concentrado em apartamentos de dois e tr\u00eas quartos. Com as novas regras, os im\u00f3veis compactos passaram a ganhar espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Esse tipo de unidade costuma ter pre\u00e7o total menor, mas metro quadrado mais caro. Por isso, quando os compactos entram com mais for\u00e7a no c\u00e1lculo, a m\u00e9dia do metro quadrado sobe.<\/p>\n<p><strong>Claudio Hermolin<\/strong> explicou: <em>\u201cQuanto menor o im\u00f3vel, maior acaba saindo o pre\u00e7o do metro quadrado. E, at\u00e9 2019, n\u00e3o havia legisla\u00e7\u00e3o que possibilitasse a expans\u00e3o desse tipo de unidade, de compactos, no Rio. S\u00f3 que essa demanda sempre esteve ali. Estava represada\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O executivo tamb\u00e9m contesta a ideia de que os compactos sejam voltados apenas para investidores. Segundo <strong>Hermolin<\/strong>: <em>\u201cHoje olham para o compacto como se fosse para investidor, mas ele tamb\u00e9m \u00e9 um im\u00f3vel de entrada\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Ele completou: <em>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o que abre espa\u00e7o para compactos democratiza o acesso ao im\u00f3vel\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A realidade, por\u00e9m, muda conforme o bairro. Em \u00e1reas como <strong>Ipanema<\/strong> e <strong>Leblon<\/strong>, compactos podem chegar a R$ 2 milh\u00f5es. Nesses bairros, segundo <strong>Hermolin<\/strong>, cerca de 30% dos compradores de im\u00f3veis compactos s\u00e3o estrangeiros. No <strong>Centro<\/strong> e na <strong>Zona Norte<\/strong>, h\u00e1 unidades na faixa de R$ 450 mil ou menos, o que atrai outro perfil de comprador.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Turismo tamb\u00e9m pressiona o mercado<\/h3>\n<p>O turismo virou outro fator de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os. Em 2025, a capital fluminense recebeu 12,5 milh\u00f5es de turistas, alta de 10,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2024. Foram 10,5 milh\u00f5es de visitantes nacionais, o equivalente a 83,1% do total, e 2,1 milh\u00f5es de estrangeiros, ou 16,9%.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o mais forte veio de fora do pa\u00eds. O n\u00famero de turistas internacionais cresceu 44,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, o que ajuda a explicar a procura por im\u00f3veis em regi\u00f5es com maior voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p>Para <strong>Leonardo Mesquita<\/strong> esse aquecimento pesa no pre\u00e7o dos im\u00f3veis novos: <em>\u201cA volta dos empreendimentos na Zona Sul e o fator de recupera\u00e7\u00e3o da cidade em rela\u00e7\u00e3o ao turismo nos \u00faltimos anos ajudam a explicar esse cen\u00e1rio. Aquece a demanda e pressiona o pre\u00e7o no mercado imobili\u00e1rio\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O executivo tamb\u00e9m destacou uma caracter\u00edstica do mercado carioca: <em>\u201cO Rio de Janeiro n\u00e3o tem baixa temporada e tem caracter\u00edsticas para eventos que n\u00e3o tem em outras cidades\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a procura constante por hospedagem, o crescimento das loca\u00e7\u00f5es de curta temporada e a presen\u00e7a maior de compradores estrangeiros ajudam a sustentar pre\u00e7os altos em lan\u00e7amentos de bairros como <strong>Ipanema<\/strong>, <strong>Leblon<\/strong> e outras \u00e1reas pr\u00f3ximas aos principais cart\u00f5es-postais.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Alto padr\u00e3o lidera a valoriza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Apesar da retomada do mercado, o avan\u00e7o n\u00e3o ocorre de forma igual em todos os segmentos. O alto padr\u00e3o segue como principal motor da valoriza\u00e7\u00e3o, enquanto a habita\u00e7\u00e3o popular ainda enfrenta entraves.<\/p>\n<p><strong>Leonardo Mesquita<\/strong> afirmou: <em>\u201cO alto padr\u00e3o \u00e9 mais pujante. Os lan\u00e7amentos para o Minha Casa, Minha Vida s\u00e3o um ponto a melhorar\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Segundo o presidente da <strong>Ademi-RJ<\/strong>, o <strong>Porto Maravilha<\/strong> tamb\u00e9m aparece como uma das frentes de expans\u00e3o. <strong>Mesquita<\/strong> resumiu: <em>\u201cPorto Maravilha a gente faz muito\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre novas regras urban\u00edsticas, demanda represada, avan\u00e7o dos compactos e for\u00e7a do turismo ajuda a explicar por que o metro quadrado dos im\u00f3veis novos no <strong>Rio de Janeiro<\/strong> subiu quase 70% em apenas um ano.<\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/E8pK6nHmdGjFDSW3LcwwwM\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/metro-quadrado-dos-imoveis-novos-no-rio-sobe-quase-70-em-um-ano\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio Wonder foi o primeiro empreendimento inaugurado no Porto do Rio O pre\u00e7o dos im\u00f3veis novos no Rio de Janeiro deu um salto raro no mercado imobili\u00e1rio brasileiro. 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