{"id":35011,"date":"2026-07-20T21:26:34","date_gmt":"2026-07-21T00:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=35011"},"modified":"2026-07-20T21:26:34","modified_gmt":"2026-07-21T00:26:34","slug":"a-rua-onde-nasceu-a-carioquice-conheca-a-historia-da-rua-do-passeio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=35011","title":{"rendered":"A rua onde nasceu a carioquice: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria da Rua do Passeio"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/DSC_6074-1-scaled.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Rua do Passeio \u00e9 um dos s\u00edmbolos das transforma\u00e7\u00f5es que marcaram a expans\u00e3o do Rio. Foto: Marcio Curvello \/ Di\u00e1rio do Rio<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p>Porta de entrada para quem segue da <strong>Zona Sul<\/strong> em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>Cinel\u00e2ndia<\/strong>, a <strong>Rua do Passeio<\/strong> \u00e9 muito mais do que uma via de passagem. Ao longo dos s\u00e9culos, foi cen\u00e1rio de importantes acontecimentos culturais, sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos que ajudaram a moldar a hist\u00f3ria do <strong>Rio de Janeiro.<\/strong> A regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 apontada como o ber\u00e7o do <strong>jeito carioca de ser<\/strong>, por abrigar o <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, o primeiro jardim p\u00fablico das Am\u00e9ricas e um dos espa\u00e7os mais emblem\u00e1ticos da cidade.<\/p>\n<p>Na correria do dia a dia, poucos imaginam que o parque <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, principal cart\u00e3o-postal da rua, \u00e9 um dos s\u00edmbolos das transforma\u00e7\u00f5es que marcaram a expans\u00e3o urbana do Rio.<\/p>\n<p>\u201c<em>O Passeio p\u00fablico simboliza muito as din\u00e2micas de expans\u00e3o da cidade do Rio. Como o <strong>Campo de Santana<\/strong> exemplifica a expans\u00e3o para a <strong>Zona Norte<\/strong>, o <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong> representa muito essa conquista de terras, de aterros sobre pr\u00e9dios e p\u00e2ntanos do Rio de Janeiro Colonial e essa conex\u00e3o do <strong>Centro <\/strong>com a <strong>Zona Sul<\/strong><\/em>\u201c, ilustra o <strong>Historiador e Doutorando em Hist\u00f3ria Social (UFF)<\/strong>, <strong>Douglas Liborio<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo ele representa as novas formas de viver e apreciar o Rio, o famoso <strong>jeito carioca de ser<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201c<em>\u00c9 o momento que a sociabilidade \u00e9 posta na ordem do dia no Rio. Esse aspecto que a gente tem de andar ombro a ombro, essa cultura de rua que se consolidou muito no s\u00e9culo XX, faz parte da imagem do Carioca, eu diria que o marco dela \u00e9 quando o Passeio P\u00fablico \u00e9 feito, porque a ideia do lazer contemplativo, de estar na rua, de admirar a paisagem da <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>, ela \u00e9 muito marcada com a constru\u00e7\u00e3o do parque no final do s\u00e9culo XVIII, precisamente em 1783. Ele \u00e9 o primeiro jardim p\u00fablico das Am\u00e9ricas, feito pelo mestre <strong>Valentim<\/strong>, o <strong>Homem Negro<\/strong>, no contexto do Rio de Janeiro colonial<\/em>\u201c, destaca Liborio.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Parque do Passeio P\u00fablico \u00e9 o primeiro jardim p\u00fablico das Am\u00e9ricas. (Foto: Marcio Curvello \/ Di\u00e1rio do Rio)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Do ponto de vista arquitet\u00f4nico e urban\u00edstico, o <strong>Passeio P\u00fablico <\/strong>representa uma experi\u00eancia urbana bastante singular. <\/p>\n<p>\u201c<em>Ele \u00e9 um laborat\u00f3rio de experimentos de integra\u00e7\u00e3o entre artes. Arquitetura e urbanismo pelo jardim, escultura pela fonte que tem ali no centro, a <strong>Fonte dos Amores<\/strong>, pintura pelas antigas pinturas do <strong>Leandro Joaquim<\/strong>, que ficavam dentro dos pavilh\u00f5es do <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, que foram demolidos posteriormente, e tamb\u00e9m arte decorativa pelos elementos decorativos que tinham no interior desses pavilh\u00f5es. Ent\u00e3o, uma experi\u00eancia ali de integra\u00e7\u00e3o de artes bem peculiar no per\u00edodo colonial, feito por m\u00e3os negras<\/em>\u201c. acrescenta Douglas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atividade pol\u00edtica pulsava no Passeio do Rio Antigo<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com o professor Liborio, a regi\u00e3o teve seus altos e baixos, mas tamb\u00e9m foi marcada por uma intensa atividade pol\u00edtica no munic\u00edpio. <\/p>\n<p>\u201c<em>A cidade na \u00e9poca em que o <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong> foi constru\u00eddo, j\u00e1 era o vice-reinado do Brasil. Depois se transformou em corte do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas, depois capital do Imp\u00e9rio e em seguida Distrito Federal do per\u00edodo republicano. E ali se erguem algumas constru\u00e7\u00f5es que marcam muito a atividade pol\u00edtica do Rio. Por exemplo, durante toda a parte do per\u00edodo <strong>Imperial,<\/strong> vai ser na <strong>Rua do Passeio<\/strong> a sede da <strong>Secretaria de Estado da Justi\u00e7a<\/strong>, e no in\u00edcio da <strong>Rep\u00fablica<\/strong>, a sede do <strong>Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a<\/strong>, bem nos primeiros anos republicanos, que era a antiga resid\u00eancia do <strong>Conde da Barca<\/strong>, na <strong>Rua do Passeio<\/strong>. Originalmente, institui\u00e7\u00f5es de import\u00e2ncia tamb\u00e9m v\u00e3o ficar ali, como a <strong>Biblioteca Nacional<\/strong>, no pr\u00e9dio que hoje \u00e9 a <strong>Escola de M\u00fasica da UFRJ<\/strong><\/em>\u201c.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Autom\u00f3vel Clube do Brasil. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jo\u00e3o Goular no Autom\u00f3vel Clube do Brasil. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cassino Fluminense. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Muito al\u00e9m de sua imponente fachada, o edif\u00edcio do <strong>Autom\u00f3vel Clube do Brasil<\/strong> guarda alguns dos cap\u00edtulos mais importantes da hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira. S\u00edmbolo da arquitetura neocl\u00e1ssica no Centro do Rio, o im\u00f3vel re\u00fane mais de um s\u00e9culo de hist\u00f3ria social, pol\u00edtica e cultural. <\/p>\n<p>Originalmente projetado como resid\u00eancia pelo arquiteto, diplomata e intelectual <strong>Manuel de Ara\u00fajo Porto-Alegre<\/strong>, foi adquirido, em meados do s\u00e9culo XIX, pelo <strong>Cassino Fluminense<\/strong>, tornando-se um dos principais pontos de encontro da elite carioca e da <strong>Fam\u00edlia Imperial<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201c<em>A antiga sede do <strong>Autom\u00f3vel Clube<\/strong> \u00e9 outro im\u00f3vel importante na hist\u00f3ria pol\u00edtica do Rio, pois abrigava <strong>Cassino Fluminense<\/strong>, que vai ser o local das sess\u00f5es preparat\u00f3rias da primeira <strong>Assembleia Constituinte Republicana<\/strong>, em 1890\u2033, esclarece Lib\u00f3rio.<\/em><\/p>\n<p>Liborio destaca tamb\u00e9m outro im\u00f3vel que foi importante na \u00e9poca em que o Rio era a <strong>Capital Federal.<\/strong> <\/p>\n<p>\u201c<em>E o pr\u00e9dio principal da via, que logo ao lado do <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, j\u00e1 na entrada da Rua do Passeio, de certa forma, posteriormente foi reconstru\u00eddo o <strong>Pal\u00e1cio Monroe<\/strong>. Que foi a sede do Senado Federal durante boa parte do per\u00edodo republicano, sede da <strong>C\u00e2mara dos Deputados<\/strong> e do <strong>Senado Federal<\/strong>, de forma consecutiva, no Rio de Janeiro. O pr\u00e9dio foi demolido h\u00e1 50 anos, em 1976, pela ditadura militar. Como tamb\u00e9m o pr\u00e9dio do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a foi destru\u00eddo ao longo do tempo<\/em>\u201c. E continua, \u201c<em>Ent\u00e3o, de certa forma, a via agrega edif\u00edcios de representa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m agrega essas mem\u00f3rias que marcaram a imagem do Rio Capital e das suas formas de expans\u00e3o urbana<\/em>\u201c.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Elementos arquitet\u00f4nicos preservam a mem\u00f3ria da cidade<\/strong><\/h2>\n<p>A regi\u00e3o do Passeio, em torno da <strong>Rua do Passeio<\/strong>, tamb\u00e9m guarda, de certa forma, camadas representativas, elementos representativos, das v\u00e1rias linguagens arquitet\u00f4nicas que marcaram a cidade do Rio.<\/p>\n<p>\u201c<em>N\u00f3s temos, por exemplo, exemplares da arquitetura da linguagem colonial, como por exemplo, o pr\u00f3prio Parque do <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, feito pelo <strong>Mestre Valentim<\/strong>. Ainda que seja no modelo europeizante, o jardim original \u00e9 um modelo sim\u00e9trico franc\u00eas, depois \u00e9 remodelado pelo <strong>Brasil <\/strong>no molde dos jardins ingleses. Mas \u00e9 um exemplar da arte do per\u00edodo colonial, do modelo de fazer. Existem algumas constru\u00e7\u00f5es, que \u00e9 o antigo pr\u00e9dio do <strong>Autom\u00f3vel Clube<\/strong>, que seguem a matriz de edif\u00edcios horizontais de inspira\u00e7\u00e3o neocl\u00e1ssica do per\u00edodo imperial<\/em>\u201c, destaca Douglas, que completa. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Escola de M\u00fasica da UFRJ. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinema Pal\u00e1cio. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e9dio da Mesbla. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<p>\u201c<em>Existem edif\u00edcios com aspectos monumentais, que marcam a arquitetura do in\u00edcio da rep\u00fablica, como a pr\u00f3pria <strong>Escola de M\u00fasica da UFRJ<\/strong>, extremamente ornamentada,\u00a0com elementos escult\u00f3ricos que chamam a aten\u00e7\u00e3o, o pr\u00e9dio se impondo como um monumento.\u00a0\u00a0O pr\u00f3prio Pal\u00e1cio Mour\u00e3o, que existia, representava o auge da arquitetura da Belle \u00c9poque carioca.\u00a0C\u00fapula de ferro, uma farta ornamenta\u00e7\u00e3o, entre outros. E tamb\u00e9m um dos marcos do art d\u00e9co, que \u00e9 o <strong>Edif\u00edcio Mesbla<\/strong>, um dos primeiros residenciais daquele contexto, daquela \u00e9poca, ele \u00e9 da d\u00e9cada de 30 e foi constru\u00eddo como edif\u00edcio de apartamentos<\/em>\u201c, finaliza Liborio.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Samba, teatro, cultura e novos moradores: a Rua do Passeio hoje<\/strong><\/h2>\n<p>Atualmente a via abriga diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais como <strong>o Teatro Riachuelo Rio, a Caixa Cultural Rio de Janeiro, a Escola de M\u00fasica da UFRJ, Samba do Passeio<\/strong> e o <strong>Goethe-Institut (Instituto Cultural da Alemanha)<\/strong>, al\u00e9m do ic\u00f4nico edif\u00edcio da <strong>Mesbla<\/strong>, que passa por retrofit e em breve receber\u00e1 moradores que v\u00e3o apreciar n\u00e3o s\u00f3 a vista para o parque <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, mas tamb\u00e9m parte da <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>.<\/p>\n<p>Instalado no edif\u00edcio do antigo <strong>Cine Pal\u00e1cio<\/strong>, o <strong>Teatro Riachuelo Rio<\/strong> (Rua do Passeio, 40) \u00e9 um dos mais tradicionais palcos da cidade. Tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e arquitet\u00f4nico, o espa\u00e7o preserva sua fachada em estilo neomourisco e passou por uma completa revitaliza\u00e7\u00e3o. Entre as iniciativas oferecidas ao p\u00fablico est\u00e1 o projeto <strong>Visita Guiada<\/strong>, que convida os participantes a conhecer a hist\u00f3ria da <strong>Rua do Passeio<\/strong> e do pr\u00f3prio teatro em um percurso que combina fatos hist\u00f3ricos e elementos de fic\u00e7\u00e3o. Com dura\u00e7\u00e3o aproximada de 45 minutos, cada sess\u00e3o recebe grupos de at\u00e9 25 pessoas. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas pelo Instagram, no perfil @teatroriachuelorio.<\/p>\n<p>Uma das unidades da <strong>Caixa Cultural Rio de Janeiro<\/strong> est\u00e1 localizada na Rua do Passeio e conta com duas entradas: uma pelo <strong>Teatro Riachuelo Rio<\/strong> e outra pela <strong>Rua das Marrecas,<\/strong> 20. O espa\u00e7o disp\u00f5e de um cinema com capacidade para 62 espectadores e de tr\u00eas galerias preparadas para receber mostras e exposi\u00e7\u00f5es de arte.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Teatro Riachuelo Rio. Foto: Marcio Curvello \/ Di\u00e1rio do Rio<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caixa Cultural Passeio. Foto: Alexandre Macieira \/ Riotur<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Instalada de frente para o <strong>Passeio P\u00fablico<\/strong>, a <strong>Escola de M\u00fasica da UFRJ <\/strong>(Rua do Passeio, 98) \u00e9 a mais antiga institui\u00e7\u00e3o de ensino musical em atividade no Brasil. Fundada em 1848, ocupa um pr\u00e9dio hist\u00f3rico tombado e se consolidou como uma refer\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos, regentes, compositores e pesquisadores. Al\u00e9m do ensino de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, promove uma intensa programa\u00e7\u00e3o cultural gratuita, com concertos, recitais e eventos abertos ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>J\u00e1 o <strong>Samba do Passeio<\/strong>, no <strong>Passeio P\u00fablico,<\/strong> \u00e9 um evento <em>\u201canexo\u201d<\/em> \u00e0 <strong>Feira da Gl\u00f3ria<\/strong>, que acontece aos domingos a partir das 12h e inclui roda de samba, \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o, espa\u00e7o para expositores e \u00e1rea infantil.\u00a0A entrada \u00e9 franca.<\/p>\n<p>O <strong>Goethe-Institut<\/strong>, instituto cultural oficial da <strong>Rep\u00fablica Federal da Alemanha<\/strong>, promove o ensino da l\u00edngua alem\u00e3 e o interc\u00e2mbio cultural entre os dois pa\u00edses. Com sede na <strong>Rua do Passeio<\/strong>, a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m realiza uma programa\u00e7\u00e3o de eventos e divulga a cultura, a sociedade e a vida pol\u00edtica da <strong>Alemanha<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reviver Centro <\/strong><\/h2>\n<p>Projetado pelo arquiteto franc\u00eas <strong>Henri Sajous<\/strong> e inaugurado em 1934, o edif\u00edcio da antiga <strong>Mesbla<\/strong> (Rua do Passeio, 56) \u00e9 um dos \u00edcones arquitet\u00f4nicos do Centro do Rio. Em estilo art d\u00e9co, sua torre-rel\u00f3gio de cerca de 100 metros tornou-se um dos marcos da paisagem carioca. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pr\u00e9dio da antiga Mesbla volta a ser residencial. Foto: Rafa Pereira \u2013 Di\u00e1rio do Rio<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Atualmente em retrofit, dentro do programa <strong>Reviver Centro<\/strong>, o im\u00f3vel voltar\u00e1 \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o residencial, recebendo novos moradores. O pr\u00e9dio ter\u00e1 um terra\u00e7o na cobertura (rooftop) com piscina e vista para a Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>Do primeiro jardim p\u00fablico das <strong>Am\u00e9ricas<\/strong> aos novos projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o, a <strong>Rua do Passeio<\/strong> atravessa gera\u00e7\u00f5es sem perder seu charme. Em cada edif\u00edcio, pra\u00e7a ou palco, permanece viva a hist\u00f3ria de uma cidade em constante transforma\u00e7\u00e3o. Ao longo dos s\u00e9culos, a via preserva sua voca\u00e7\u00e3o como espa\u00e7o de mem\u00f3ria, arte e cultura, mantendo viva a carioquice que ajudou a moldar a identidade do Rio.<\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/GoFichcopncHfX8xV4HArk\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/a-rua-onde-nasceu-a-carioquice-conheca-a-historia-da-rua-do-passeio\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rua do Passeio \u00e9 um dos s\u00edmbolos das transforma\u00e7\u00f5es que marcaram a expans\u00e3o do Rio. 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