{"id":35861,"date":"2026-07-31T10:02:25","date_gmt":"2026-07-31T13:02:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=35861"},"modified":"2026-07-31T10:02:25","modified_gmt":"2026-07-31T13:02:25","slug":"atlas-da-mobilidade-socialfilhos-de-pobres-permanecem-na-pobreza-ao-atingir-vida-adulta-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=35861","title":{"rendered":"Atlas da Mobilidade Social:Filhos de pobres permanecem na pobreza ao atingir vida adulta no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p>A nova vers\u00e3o do Atlas da Mobilidade Social, divulgada nesta sexta-feira (31) revela que a desigualdade de renda no Brasil tende a se perpetuar de forma severa entre as gera\u00e7\u00f5es. De acordo com o estudo, 48% dos filhos cujos pais pertencem aos 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguem deixar essa condi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica ao chegarem na fase adulta. Os dados mostram que o ponto de partida familiar \u00e9 determinante para o futuro financeiro e que romper esse ciclo de pobreza permanece um desafio estrutural no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de estagna\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica se agrava quando s\u00e3o aplicados os recortes de ra\u00e7a e g\u00eanero. Enquanto 36,3% dos jovens brancos origin\u00e1rios das fam\u00edlias mais pobres continuam na mesma classe social de seus pais, essa taxa dispara para 51,6% no caso de jovens negros e pardos, evidenciando o peso da desigualdade racial nas oportunidades de crescimento. Sob a perspectiva de g\u00eanero, o abismo \u00e9 ainda maior. Entre os homens nascidos na base da pir\u00e2mide, 32,9% n\u00e3o conseguem ascender socialmente. J\u00e1 entre as mulheres, o percentual \u00e9 quase o dobro, atingindo 65,1% de perman\u00eancia na pobreza. No extremo desse indicador, a sobreposi\u00e7\u00e3o das duas vulnerabilidades revela que 69% das mulheres negras n\u00e3o conseguem deixar a faixa de menor renda do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para os jovens que come\u00e7am a vida nos lares mais vulner\u00e1veis, alcan\u00e7ar o topo da pir\u00e2mide econ\u00f4mica nacional \u00e9 uma realidade estatisticamente rara. O levantamento mostra que somente 8,32% desses indiv\u00edduos conseguem atingir o grupo dos 25% mais ricos do Brasil na vida adulta. O estudo mostra ainda que apenas 1,28% dos filhos de fam\u00edlias vulner\u00e1veis consegue ingressar no grupo dos 10% com maior renda do pa\u00eds. A plataforma p\u00fablica, que acompanha a trajet\u00f3ria de cerca de 7 milh\u00f5es de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990, foi desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab.<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m comprovam a m\u00e1xima popular de que as vantagens econ\u00f4micas se concentram e se transmitem diretamente de pais para filhos. No estrato intermedi\u00e1rio, os filhos de pais que est\u00e3o na classe m\u00e9dia (entre as rendas de percentil 26 e 75) registram 17,5% de probabilidade de alcan\u00e7ar o topo da pir\u00e2mide econ\u00f4mica quando adultos. Por outro lado, para quem j\u00e1 nasce em ber\u00e7o privilegiado, a perman\u00eancia no topo \u00e9 a regra. Entre os nascidos em fam\u00edlias posicionadas nos 25% mais ricos, 56,5% t\u00eam a garantia de continuar no mesmo estrato social elevado e expressivos 30,8% conseguem chegar \u00e0 seleta faixa dos 10% mais ricos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos fatores demogr\u00e1ficos, o local de nascimento e resid\u00eancia atua como um forte catalisador ou limitador da mobilidade intergeracional. O estudo aponta que o Centro-Oeste concentra a maior probabilidade de um jovem de baixa renda alcan\u00e7ar os 10% mais ricos na vida adulta, registrando uma taxa de 2,86% de chance, impulsionada pelo dinamismo econ\u00f4mico regional. A regi\u00e3o \u00e9 seguida de perto pelo Sul, com 2,71%, e pelo Sudeste, que apresenta 2,26% de probabilidade de ascens\u00e3o ao topo. Em contrapartida, as barreiras regionais s\u00e3o muito mais r\u00edgidas nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, que concentram os menores \u00edndices de sucesso, com apenas 1,32% e 1,36% de chance de atingir o topo da distribui\u00e7\u00e3o de renda, respectivamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/mancheterio.com.br\/atlas-da-mobilidade-socialfilhos-de-pobres-permanecem-na-pobreza-ao-atingir-vida-adulta-no-brasil\/\">Diario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova vers\u00e3o do Atlas da Mobilidade Social, divulgada nesta sexta-feira (31) revela que a desigualdade de renda no Brasil tende a se perpetuar de forma severa entre as gera\u00e7\u00f5es. 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