{"id":36344,"date":"2026-08-06T14:07:22","date_gmt":"2026-08-06T17:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=36344"},"modified":"2026-08-06T14:07:22","modified_gmt":"2026-08-06T17:07:22","slug":"zaza-bistro-tropical-por-que-um-restaurante-inaugurado-em-1999-ainda-tem-fila-todos-os-dias-em-ipanema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=36344","title":{"rendered":"Zaz\u00e1 Bistr\u00f4 Tropical: por que um restaurante inaugurado em 1999 ainda tem fila todos os dias em Ipanema"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Pratos-de-comida-asiatica-Zaza-Bistro-Tropical-Foto-R-Granchi.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Curry Festival  &#8211; Zaza Bistro Tropical &#8211; Foto R Granchi<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 restaurantes que sobrevivem \u00e0s mudan\u00e7as da cidade. Outros sobrevivem \u00e0s mudan\u00e7as da gastronomia. O Zaz\u00e1 Bistr\u00f4 Tropical conseguiu algo mais dif\u00edcil: atravessou quase tr\u00eas d\u00e9cadas fazendo as duas coisas ao mesmo tempo sem perder a personalidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma Ipanema onde restaurantes abrem e fecham em ritmo acelerado, a casa inaugurada em 1999 continua exibindo um cart\u00e3o de visitas que poucos conseguem ostentar: fila na porta praticamente todos os dias da semana. Nem segunda-feira escapa. Ter\u00e7a e quarta s\u00e3o, curiosamente, os dias \u201cmais tranquilos\u201d. Ainda assim, \u00e9 raro encontrar mesas vazias.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte dessa longevidade tem nome e sobrenome: Zaz\u00e1 Piereck. Conversando com ela, fica evidente que o restaurante nunca foi pensado para agradar pesquisas de mercado ou algoritmos gastron\u00f4micos. \u201cEu fa\u00e7o para mim. N\u00e3o fa\u00e7o para o outro\u201d, resume. \u00c9 ela quem escolhe as m\u00fasicas, monta as playlists, pinta as paredes quando sente vontade e decide os rumos do card\u00e1pio. N\u00e3o parece estrat\u00e9gia. Parece convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, sua hist\u00f3ria com a gastronomia come\u00e7ou longe dos fog\u00f5es. Formada em Administra\u00e7\u00e3o pela FGV, ela conta que s\u00f3 despertou para a cozinha ao se mudar para S\u00e3o Paulo, aos 17 anos. A primeira receita? Carne mo\u00edda com banana e arroz com palmito de lata, preparada para dividir com amigas da faculdade. O restaurante tamb\u00e9m quase teve outro nome: Para\u00edso S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Como j\u00e1 existia um estabelecimento batizado assim, foi o marido quem sugeriu aproveitar o apelido pelo qual a chamava. Nascia o Zaz\u00e1.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cozinha continua sendo o maior argumento da casa. Entre as entradas, as croquetas de cordeiro s\u00e3o praticamente obrigat\u00f3rias. O recheio preserva o sabor intenso da carne \u2014 algo cada vez mais raro em receitas que costumam esconder o ingrediente sob excesso de temperos. Crocantes por fora, \u00famidas por dentro, t\u00eam personalidade suficiente para justificar a fama.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra \u00f3tima surpresa s\u00e3o as folhas de arroz crocantes recheadas de salm\u00e3o e atum. Leves, frescas e precisas na execu\u00e7\u00e3o, mostram um lado asi\u00e1tico da cozinha do Zaz\u00e1 que envelheceu muito melhor do que diversas modas fusion surgidas desde os anos 2000.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O restaurante aproveita a temporada para lan\u00e7ar um Festival de Curry, dispon\u00edvel at\u00e9 14 de agosto e que deve voltar todos os anos. A proposta re\u00fane seis receitas, incluindo uma vegetariana, explorando diferentes interpreta\u00e7\u00f5es dessa mistura de especiarias t\u00e3o presente no sudoeste asi\u00e1tico. Em outubro, ser\u00e1 a vez de um festival dedicado ao cuscuz marroquino.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pratos provados, o curry verde talvez seja o mais desafiador. A acidez, o frescor das ervas e as especiarias constroem um conjunto complexo, daqueles em que cada garfada revela um detalhe diferente. N\u00e3o \u00e9 exatamente um prato de consenso \u2014 e talvez esteja a\u00ed sua maior virtude.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o camar\u00e3o ao curry vermelho tailand\u00eas com noodles de arroz conversa mais facilmente com quem chega ao Zaz\u00e1 pela primeira vez. Os camar\u00f5es aparecem no ponto correto, o molho entrega a pic\u00e2ncia esperada sem atropelar os demais sabores e o conjunto mant\u00e9m leveza mesmo sendo intenso. \u00c9 um daqueles pratos em que o molho merece tanta aten\u00e7\u00e3o quanto a prote\u00edna.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A refei\u00e7\u00e3o termina como manda a tradi\u00e7\u00e3o da casa. O Carpaccio de Banana Br\u00fbl\u00e9e permanece no card\u00e1pio desde a inaugura\u00e7\u00e3o, h\u00e1 27 anos, e continua sendo um dos maiores acertos do restaurante. Finas l\u00e2minas de banana caramelizadas, creme delicado, sorvete de tapioca com coco e canela comp\u00f5em uma sobremesa que resiste ao tempo sem parecer datada. N\u00e3o por acaso, divide o posto de queridinha da clientela com a vers\u00e3o de chocolate.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2000, a revista GQ definiu o Zaz\u00e1 como \u201cthe coolest place in Ipanema\u201d. Vinte e seis anos depois, a frase continua fazendo sentido, embora talvez por raz\u00f5es diferentes. Hoje o restaurante n\u00e3o impressiona por ser novidade. Impressiona justamente porque nunca precisou correr atr\u00e1s dela. Enquanto boa parte da gastronomia passou anos perseguindo tend\u00eancias, Zaz\u00e1 Piereck preferiu cultivar um universo pr\u00f3prio. O resultado est\u00e1 na porta: filas constantes, muitos estrangeiros entre as mesas e um restaurante que parece ter entendido, antes de quase todo mundo, que autenticidade envelhece melhor do que moda.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Endere\u00e7o: Rua Joana Ang\u00e9lica, 40 \u2013 Ipanema, Rio de Janeiro. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Funcionamento: diariamente, das 12h \u00e0 00h00.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reservas: (21) 99530-7173 ou pelo Tagme e Google<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reservas para grupos grandes ou eventos fechados: contato@zazabistro.com.br<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Capacidade: 100 lugares (77 em \u00e1rea coberta)<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rolha livre: \u00e0s ter\u00e7as (outros dias R$75)<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Taxa de faca: R$65<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Delivery: Rappi<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instagram: @zazabistro<\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/KuVQE37LQy7CgJa74ffpYI?s=sw&amp;p=a&amp;ilr=4&amp;amv=0\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/zaza-bistro-tropical-por-que-um-restaurante-inaugurado-em-1999-ainda-tem-fila-todos-os-dias-em-ipanema\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curry Festival &#8211; Zaza Bistro Tropical &#8211; Foto R Granchi H\u00e1 restaurantes que sobrevivem \u00e0s mudan\u00e7as da cidade. 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