{"id":37153,"date":"2026-08-17T04:14:14","date_gmt":"2026-08-17T07:14:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=37153"},"modified":"2026-08-17T04:14:14","modified_gmt":"2026-08-17T07:14:14","slug":"depois-do-tombamento-como-proteger-diario-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=37153","title":{"rendered":"Depois do tombamento,\u00a0como proteger? &#8211; Di\u00e1rio do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_2561.jpeg\" \/><\/p>\n<div>\n            <!-- image --><\/p>\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><figcaption class=\"wp-caption-text\">Representantes dos adquirentes dos im\u00f3veis hist\u00f3ricos leiloados pela Prefeitura na Rua do Teatro, que ser\u00e3o recuperados com subs\u00eddios do Reviver Centro Patrim\u00f4nio PR\u00d3-APAC, durante a cerim\u00f4nia de entrega das chaves. Na foto, tamb\u00e9m aparecem o secret\u00e1rio municipal de Cultura, Lucas Padilha; o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante; o presidente da CCPAR, Osmar Lima; al\u00e9m de integrantes das equipes envolvidas no programa. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Prefeitura do Rio.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>            <!-- content --><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amanh\u00e3, 17 de agosto, o <strong>Brasil<\/strong> celebra o Dia Nacional do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, data escolhida em homenagem ao nascimento, em 1898, de <strong>Rodrigo Melo Franco de Andrade<\/strong>, personagem sem o qual dificilmente se compreende a constru\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira de preserva\u00e7\u00e3o. \u00c0 frente do ent\u00e3o <strong>Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional<\/strong> desde seus primeiros anos, Rodrigo pertenceu \u00e0 gera\u00e7\u00e3o que precisou convencer o pa\u00eds de uma ideia que hoje nos parece elementar, mas estava longe de s\u00ea-lo naquele Brasil que demolira o <strong>Morro do Castelo<\/strong> poucos anos antes: determinadas coisas simplesmente n\u00e3o poderiam desaparecer ao sabor das conveni\u00eancias econ\u00f4micas, dos modismos urban\u00edsticos ou da proverbial inclina\u00e7\u00e3o nacional por confundir novidade com progresso.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era necess\u00e1rio reconhecer igrejas, conventos, fortalezas, pal\u00e1cios, cidades e obras de arte como testemunhos de uma hist\u00f3ria que ultrapassava seus propriet\u00e1rios e mesmo as gera\u00e7\u00f5es que circunstancialmente os utilizavam; inventari\u00e1-los, estud\u00e1-los e, sobretudo, construir instrumentos jur\u00eddicos capazes de impedir que interesses moment\u00e2neos destru\u00edssem aquilo que pertencia tamb\u00e9m ao futuro. Quase noventa anos depois da cria\u00e7\u00e3o do Sphan, em 1937, seria injusto dizer que o Brasil n\u00e3o aprendeu essa li\u00e7\u00e3o: criamos uma das mais antigas pol\u00edticas nacionais de preserva\u00e7\u00e3o das <strong>Am\u00e9ricas<\/strong>, multiplicamos \u00f3rg\u00e3os estaduais e municipais e ampliamos enormemente aquilo que entendemos como patrim\u00f4nio, incorporando paisagens, saberes, celebra\u00e7\u00f5es, of\u00edcios, lugares e modos de fazer a um vocabul\u00e1rio originalmente muito mais afeito \u00e0 pedra, \u00e0 cal e \u00e0s belas-artes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez a pergunta de nosso tempo, portanto, j\u00e1 seja outra: depois de proteger, o que fazemos com aquilo que protegemos?<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma resposta interessante come\u00e7ou a aparecer justamente nesta semana no <strong>Centro do Rio<\/strong>, onde a Prefeitura entregou as chaves dos onze primeiros im\u00f3veis hist\u00f3ricos da <strong>Rua do Teatro<\/strong> adquiridos no \u00e2mbito do <strong>Reviver Centro Patrim\u00f4nio PR\u00d3-APAC<\/strong>. Degradados durante anos, os pr\u00e9dios dever\u00e3o agora ser recuperados com apoio financeiro do Munic\u00edpio, numa experi\u00eancia que merece aten\u00e7\u00e3o justamente por enfrentar uma das contradi\u00e7\u00f5es mais inc\u00f4modas \u2014 e mais brasileiras \u2014 de nossa pol\u00edtica de preserva\u00e7\u00e3o: a extraordin\u00e1ria capacidade de proteger juridicamente um edif\u00edcio enquanto assistimos, com toda a documenta\u00e7\u00e3o administrativa em perfeita ordem, \u00e0 sua deteriora\u00e7\u00e3o material.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um im\u00f3vel pode constar de invent\u00e1rios, integrar uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o, possuir restri\u00e7\u00f5es rigorosas \u00e0 demoli\u00e7\u00e3o e permanecer submetido a pareceres, conselhos, plantas, carimbos e processos administrativos sem que nada disso, por si s\u00f3, recoloque uma telha no lugar, feche uma infiltra\u00e7\u00e3o ou devolva gente ao seu interior. O tombamento jamais foi sin\u00f4nimo de conserva\u00e7\u00e3o, embora \u00e0s vezes nos comportemos como se a publica\u00e7\u00e3o de um ato administrativo possu\u00edsse alguma propriedade f\u00edsica capaz de escorar paredes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso a experi\u00eancia da Rua do Teatro merece ser acompanhada com aten\u00e7\u00e3o. Ao combinar prote\u00e7\u00e3o patrimonial, interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica, investimento privado e recupera\u00e7\u00e3o do uso dos im\u00f3veis, o Rio ensaia uma resposta para um problema que est\u00e1 longe de ser exclusivamente carioca, pois centros hist\u00f3ricos inteiros no Brasil padecem hoje menos da aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do que da dificuldade de transformar prote\u00e7\u00e3o em vida urbana. Um edif\u00edcio utilizado tende a ser iluminado, limpo, visitado, mantido e reparado; um edif\u00edcio abandonado pode possuir todas as salvaguardas do mundo e continuar apodrecendo solenemente sob elas. Preservar, portanto, tamb\u00e9m \u00e9 usar.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A algumas centenas de quil\u00f4metros dessa discuss\u00e3o, outra not\u00edcia da semana ofereceu uma segunda resposta. A <strong>Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo<\/strong> recuperou oito gravuras de <strong>Henri Matisse<\/strong> pertencentes ao extraordin\u00e1rio \u00e1lbum <strong>Jazz<\/strong>, roubadas da <strong>Biblioteca M\u00e1rio de Andrade<\/strong> em dezembro do ano passado, enquanto cinco trabalhos de <strong>Candido Portinari<\/strong> levados no mesmo crime permanecem desaparecidos. A recupera\u00e7\u00e3o merece celebra\u00e7\u00e3o, evidentemente, mas deveria produzir tamb\u00e9m uma reflex\u00e3o menos epis\u00f3dica sobre algo que s\u00f3 costuma despertar interesse quando o patrim\u00f4nio j\u00e1 sumiu.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um bem cultural desaparece, come\u00e7a uma corrida que pode envolver museus, bibliotecas, \u00f3rg\u00e3os de preserva\u00e7\u00e3o, pol\u00edcias, alf\u00e2ndegas, antiqu\u00e1rios, casas de leil\u00e3o e institui\u00e7\u00f5es de diferentes pa\u00edses, mas existe uma condi\u00e7\u00e3o anterior a todas essas a\u00e7\u00f5es: \u00e9 preciso saber exatamente o que desapareceu. Um bem cultural roubado s\u00f3 pode ser procurado se, antes do desaparecimento, soubermos exatamente o que estamos procurando, e da\u00ed adv\u00e9m a import\u00e2ncia pouco glamourosa \u2014 mas absolutamente fundamental \u2014 dos invent\u00e1rios, da documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, da descri\u00e7\u00e3o, do registro de dimens\u00f5es, inscri\u00e7\u00f5es, proced\u00eancias e caracter\u00edsticas individualizadoras, bem como da manuten\u00e7\u00e3o de bases de dados capazes de fazer essas informa\u00e7\u00f5es circularem quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal trabalho talvez jamais produza a fotografia festiva de uma inaugura\u00e7\u00e3o, uma placa de bronze ou a oportunidade de cortar uma fita, raz\u00e3o pela qual costuma ocupar posi\u00e7\u00e3o bastante menos prestigiosa nos or\u00e7amentos p\u00fablicos do que deveria. Ainda assim, constitui uma das formas mais eficientes e econ\u00f4micas de proteger um acervo, porque seguran\u00e7a patrimonial come\u00e7a muito antes da instala\u00e7\u00e3o de uma c\u00e2mera e, certamente, muito antes da chegada da pol\u00edcia. Preservar tamb\u00e9m \u00e9 conhecer.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E aquilo que precisamos conhecer tornou-se muito mais amplo desde os tempos de Rodrigo Melo Franco. Nesta mesma semana, feirantes e representantes do <strong>Instituto Ver-o-Peso<\/strong> entregaram ao <strong>Iphan<\/strong> o pedido de registro da <strong>Feira do Ver-o-Peso<\/strong>, em <strong>Bel\u00e9m<\/strong>, como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil, exemplo particularmente feliz para compreender a transforma\u00e7\u00e3o ocorrida no pr\u00f3prio conceito de patrim\u00f4nio. O Ver-o-Peso possui edif\u00edcios, estruturas met\u00e1licas, mercados e uma paisagem imediatamente reconhec\u00edvel, mas seria dif\u00edcil imaginar o que restaria daquele lugar sem comerciantes, erveiras, vendedores de peixe, alimentos, cheiros, vozes, saberes e pr\u00e1ticas acumulados durante gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel restaurar um mercado e destruir seu patrim\u00f4nio; para tanto, basta recuperar impecavelmente sua arquitetura e expulsar dela aqueles que historicamente lhe conferiram sentido, produzindo um cen\u00e1rio higienizado, cenogr\u00e1fico e admiravelmente adequado \u00e0s fotografias, mas culturalmente exangue. Talvez uma das maiores conquistas conceituais da preserva\u00e7\u00e3o brasileira nas \u00faltimas d\u00e9cadas tenha sido justamente perceber que a mem\u00f3ria n\u00e3o reside somente nas coisas, mas tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es que as pessoas estabelecem entre si e com elas, de modo que preservar um saber, uma celebra\u00e7\u00e3o, um of\u00edcio ou uma feira exige garantir condi\u00e7\u00f5es para que continuem sendo praticados e transmitidos. Preservar tamb\u00e9m \u00e9 transmitir.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1, finalmente, uma dimens\u00e3o sem a qual todas as anteriores permanecem incompletas: preservar \u00e9 compartilhar. Tamb\u00e9m amanh\u00e3 come\u00e7a no Rio a <strong>Semana do Patrim\u00f4nio Cultural 2026<\/strong>, organizada pelo <strong>Instituto Rio Patrim\u00f4nio da Humanidade<\/strong>, cuja programa\u00e7\u00e3o comemora quarenta anos da pol\u00edtica municipal de prote\u00e7\u00e3o e re\u00fane debates, exposi\u00e7\u00f5es, visitas t\u00e9cnicas e roteiros guiados. Quatro d\u00e9cadas constituem ocasi\u00e3o mais que leg\u00edtima para celebrar uma trajet\u00f3ria que transformou profundamente a maneira como o Rio compreende e protege sua paisagem constru\u00edda, mas oferecem igualmente uma boa oportunidade para perguntar qual dever\u00e1 ser o passo seguinte.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio possui um patrim\u00f4nio extraordin\u00e1rio e, paradoxalmente, ainda conhece muito pouco dele. Igrejas permanecem fechadas durante grande parte do dia, monumentos carecem de interpreta\u00e7\u00e3o, edif\u00edcios hist\u00f3ricos passam despercebidos por milhares de pessoas que diariamente caminham diante deles e circuitos capazes de conectar museus, templos, pra\u00e7as, paisagens, gastronomia e com\u00e9rcio continuam aparecendo de maneira fragment\u00e1ria, como se a cidade ainda n\u00e3o tivesse percebido que aquilo que conserva por obriga\u00e7\u00e3o pode tamb\u00e9m constituir uma de suas maiores riquezas culturais, educacionais, simb\u00f3licas e tur\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma cidade dificilmente preservar\u00e1 por muito tempo aquilo que seus habitantes n\u00e3o conhecem, n\u00e3o frequentam e, no limite, n\u00e3o aprenderam a amar. Abrir uma igreja, criar um roteiro, instalar sinaliza\u00e7\u00e3o inteligente, organizar visitas escolares, tornar um acervo dispon\u00edvel digitalmente ou simplesmente contar adequadamente a hist\u00f3ria de um edif\u00edcio s\u00e3o tamb\u00e9m pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o, porque o patrim\u00f4nio precisa deixar de ser percebido apenas como aquilo em que somos proibidos de tocar para voltar a ser entendido como aquilo de que desejamos participar.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez esteja justamente a\u00ed a diferen\u00e7a entre a tarefa de Rodrigo Melo Franco e a nossa. Sua gera\u00e7\u00e3o precisou convencer o Brasil de que determinadas coisas n\u00e3o poderiam desaparecer e, para isso, construiu leis, institui\u00e7\u00f5es, invent\u00e1rios e uma ideia de patrim\u00f4nio nacional quando praticamente tudo ainda estava por fazer. A nossa recebeu boa parte dessa arquitetura institucional como heran\u00e7a, mas recebeu igualmente milhares de bens protegidos que precisam voltar a ter uso, centros hist\u00f3ricos esvaziados, acervos ainda por inventariar, institui\u00e7\u00f5es necessitadas de seguran\u00e7a, patrim\u00f4nios vivos dependentes de transmiss\u00e3o e monumentos que precisam reencontrar as pessoas para as quais, em \u00faltima an\u00e1lise, foram preservados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desafio, portanto, deixou de ser apenas reconhecer valor e passou a ser garantir que esse valor permane\u00e7a vivo. Talvez a melhor maneira de celebrar o Dia Nacional do Patrim\u00f4nio n\u00e3o seja contemplar reverencialmente aquilo que conseguimos salvar desde 1937, como quem percorre as salas de um grande mausol\u00e9u nacional, mas perguntar o que pretendemos fazer agora com essa extraordin\u00e1ria heran\u00e7a, pois preservar n\u00e3o \u00e9 simplesmente impedir que alguma coisa desapare\u00e7a: \u00e9 criar as condi\u00e7\u00f5es para que ela continue fazendo parte da vida.<\/p>\n<div data-ad-id=\"353515\" style=\"text-align:left; margin-top:px; margin-bottom:px; margin-left:px; margin-right:px;float:none;\" class=\"afw afw_custom  afw_ad afwadid-353515  \">\n<div class=\"grupowhats\" style=\"margin: 10px 0;\">Receba not\u00edcias no WhatsApp e e-mail<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/Gf8Gpqw6IIV7NqiLOHpccY?s=sw&amp;p=a&amp;ilr=4\" target=\"blank\" class=\"tdm-inline-image-wrap\" rel=\"noopener\"><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/depois-do-tombamento-como-proteger\/\">D\u00edario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes dos adquirentes dos im\u00f3veis hist\u00f3ricos leiloados pela Prefeitura na Rua do Teatro, que ser\u00e3o recuperados com subs\u00eddios do Reviver Centro Patrim\u00f4nio PR\u00d3-APAC, durante a cerim\u00f4nia de entrega das chaves. Na foto, tamb\u00e9m aparecem o secret\u00e1rio municipal de Cultura, Lucas Padilha; o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante; o presidente da CCPAR, Osmar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37154,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37153","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37153\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/37154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}