{"id":37625,"date":"2026-08-24T15:36:24","date_gmt":"2026-08-24T18:36:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=37625"},"modified":"2026-08-24T15:36:24","modified_gmt":"2026-08-24T18:36:24","slug":"denuncias-de-assedio-eleitoral-disparam-e-chegam-a-119-casos-antes-das-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=37625","title":{"rendered":"Den\u00fancias de ass\u00e9dio eleitoral disparam e chegam a 119 casos antes das elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p>O n\u00famero de den\u00fancias de ass\u00e9dio eleitoral no ambiente de trabalho aumentou no pa\u00eds \u00e0 medida que se aproximam as elei\u00e7\u00f5es gerais de outubro. Entre janeiro e julho deste ano, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) recebeu 119 den\u00fancias envolvendo empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. No mesmo per\u00edodo de 2024, quando ocorreram as elei\u00e7\u00f5es municipais, foram registrados 102 casos.<\/p>\n<p>O total representa um aumento de cerca de 17% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e \u00e9 quase 15 vezes maior do que o registrado entre janeiro e julho de 2022, quando houve apenas oito den\u00fancias.<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio eleitoral acontece quando empregadores, chefes ou pessoas em posi\u00e7\u00e3o de autoridade tentam influenciar a escolha pol\u00edtica dos trabalhadores. As pr\u00e1ticas podem incluir amea\u00e7as de demiss\u00e3o, promessas de benef\u00edcios, exig\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o em eventos pol\u00edticos ou press\u00e3o para apoiar determinados candidatos.<\/p>\n<p>Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostram que, desde 2023, j\u00e1 foram registrados 776 processos relacionados ao tema. Somente em 2026, at\u00e9 o dia 14 de agosto, foram contabilizadas 88 a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Casos investigados em diferentes estados<\/strong><\/p>\n<p>Um dos casos investigados pelo MPT ocorreu em Monte Alegre, no Par\u00e1. Servidores municipais denunciaram que estariam sendo pressionados a publicar conte\u00fados de apoio a uma pr\u00e9-candidata nas redes sociais.<\/p>\n<p>Segundo os relatos, funcion\u00e1rios comissionados que se recusassem a participar poderiam perder os cargos ou n\u00e3o ter os contratos renovados. Ap\u00f3s a den\u00fancia, a prefeitura assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se a n\u00e3o interferir nas escolhas pol\u00edticas dos servidores.<\/p>\n<p>Outro caso aconteceu em Foz do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1. A empresa BTR Transportes passou a ser investigada ap\u00f3s divulgar v\u00eddeos nas redes sociais com participa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios em conte\u00fados considerados de cunho pol\u00edtico pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<p>A empresa assinou um TAC que prev\u00ea multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es assumidas. A BTR, no entanto, nega ter praticado ass\u00e9dio eleitoral e afirma que os v\u00eddeos faziam parte de uma estrat\u00e9gia de engajamento nas redes sociais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Pr\u00e1tica \u00e9 comparada ao voto de cabresto<\/strong><\/p>\n<p>Especialistas do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho avaliam que o ass\u00e9dio eleitoral n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno novo, mas passou a ser mais denunciado devido ao aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e \u00e0 maior visibilidade proporcionada pelas redes sociais.<\/p>\n<p>Para a procuradora Mel\u00edcia Carvalho Mesel, coordenadora do grupo de trabalho sobre o tema, a pr\u00e1tica se assemelha ao antigo voto de cabresto, quando eleitores sofriam press\u00e3o para votar em determinados candidatos.<\/p>\n<p>Desde 2023, os processos sobre ass\u00e9dio eleitoral passaram a receber classifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Justi\u00e7a do Trabalho. Al\u00e9m disso, ju\u00edzes trabalhistas s\u00e3o orientados a comunicar imediatamente os casos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho quando identificarem ind\u00edcios da pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Empresas j\u00e1 foram condenadas<\/strong><\/p>\n<p>Casos registrados nas elei\u00e7\u00f5es de 2022 resultaram em condena\u00e7\u00f5es expressivas. No Paran\u00e1, uma empresa foi condenada a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o apontar press\u00e3o pol\u00edtica sobre funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, dois frigor\u00edficos foram condenados ao pagamento de R$ 350 mil cada ap\u00f3s den\u00fancias de amea\u00e7as de demiss\u00e3o e direcionamento de voto durante a campanha eleitoral.<\/p>\n<p>Segundo o MPT, o crescimento das plataformas digitais tamb\u00e9m ampliou as possibilidades de ocorr\u00eancia do ass\u00e9dio eleitoral, exigindo maior fiscaliza\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o conjunta dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/mancheterio.com.br\/denuncias-de-assedio-eleitoral-disparam-e-chegam-a-119-casos-antes-das-eleicoes\/\">Diario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de den\u00fancias de ass\u00e9dio eleitoral no ambiente de trabalho aumentou no pa\u00eds \u00e0 medida que se aproximam as elei\u00e7\u00f5es gerais de outubro. 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