{"id":38581,"date":"2026-09-20T10:38:50","date_gmt":"2026-09-20T13:38:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=38581"},"modified":"2026-09-20T10:38:50","modified_gmt":"2026-09-20T13:38:50","slug":"mprj-pede-juri-popular-para-5-reus-por-execucao-de-policial-civil-em-niteroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionalrj.com.br\/?p=38581","title":{"rendered":"MPRJ pede j\u00fari popular para 5 r\u00e9us por execu\u00e7\u00e3o de policial civil em Niter\u00f3i"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro pediu, em suas alega\u00e7\u00f5es finais em 2 processos, que os 5 r\u00e9us pela morte do policial Carlos Jos\u00e9 Queiroz Vianna sejam levados a j\u00fari popular. O crime aconteceu em outubro do ano passado em Piratininga, em Niter\u00f3i, na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio.<\/p>\n<p>Entre os r\u00e9us pelo crime, est\u00e3o os policiais militares Felipe Ramos Noronha, do 15\u00ba BPM (Duque de Caxias), e F\u00e1bio de Oliveira Ramos, do 3\u00ba BPM (M\u00e9ier).<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de agosto, a PM determinou a expuls\u00e3o de ambos pelo Conselho Disciplinar da corpora\u00e7\u00e3o. Ambos foram presos no Jeep utilizado na fuga dos criminosos, onde estava armas e outros itens usados no homic\u00eddio.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, a corpora\u00e7\u00e3o citou que F\u00e1bio e Felipe cometeram uma \u201d transgress\u00e3o de disciplina de natureza grave\u201d por ter dirigido ve\u00edculos furtados, roubados ou clonados, al\u00e9m de envolvimento com porte ilegal de arma de fogo.<\/p>\n<p>A defesa de Felipe Ramos pediu um habeas corpus para anular o processo e revogar a pris\u00e3o preventiva, al\u00e9m de impedir que ele fosse transferido para um pres\u00eddio comum.<\/p>\n<p>A 1\u00aa C\u00e2mara Criminal concedeu uma decis\u00e3o parcial favor\u00e1vel no in\u00edcio de setembro, determinando que F\u00e1bio permane\u00e7a preso no Batalh\u00e3o Especial Prisional da corpora\u00e7\u00e3o at\u00e9 o julgamento do m\u00e9rito do habeas corpus.<\/p>\n<p>A defesa de outro policial militar envolvido, F\u00e1bio de Oliveira Ramos, pediu que os efeitos da decis\u00e3o tamb\u00e9m fossem aplicados ao seu caso.<\/p>\n<p>A Delegacia de Homic\u00eddios de Niter\u00f3i, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Itabora\u00ed segue investigando qual foi a motiva\u00e7\u00e3o do crime e quem foi o mandante da execu\u00e7\u00e3o. A delegacia faz an\u00e1lises da quebra de sigilo dos celulares apreendidos durante a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o r\u00e9us e est\u00e3o presos pelos crimes de homic\u00eddio triplamente qualificado e adultera\u00e7\u00e3o de placa de ve\u00edculo:<\/p>\n<p>F\u00e1bio de Oliveira Ramos, policial militar do 3\u00ba BPM (M\u00e9ier), acusado de seguir os passos da v\u00edtima, dirigir o ve\u00edculo usado na fuga e transportar armas e placas clonadas.<br \/>Felipe Ramos Noronha, policial militar do 15\u00ba BPM (Duque de Caxias), por tamb\u00e9m seguir a v\u00edtima e atuar diretamente no momento da execu\u00e7\u00e3o.<br \/>Mayck J\u00fanior Pfister Pedro; r\u00e9u por seguir os passos da v\u00edtima, filmada por ele na porta de casa e na 29\u00aa DP (Madureira).<br \/>D\u00eanis da Silva Costa: por ter atuado como \u201cbatedor\u201d ap\u00f3s o homic\u00eddio e por ajudar a destruir o Jeep Compass utilizado no crime.<br \/>Jos\u00e9 Gomes da Rocha Neto, o Kiko, apontado como coordenador do grupo pela Pol\u00edcia e pelo MPRJ.<\/p>\n<p>Em um dos processos, F\u00e1bio, Felipe, Mayck e D\u00eanis s\u00e3o julgados em conjunto. Os tr\u00eas primeiros foram presos no mesmo dia do crime.<\/p>\n<p>J\u00e1 D\u00eanis foi identificado e preso meses depois da execu\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a quebra de sigilo dos celulares apreendidos com os acusados.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Gomes da Rocha Neto, o Kiko, foi preso em janeiro de 2026, acusado de ter sido o coordenador da empreitada criminosa. Todos os r\u00e9us negam as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O que diz o MPRJ<\/strong><br \/>O Minist\u00e9rio P\u00fablico alega que Felipe, F\u00e1bio e Mayck foram presos em flagrante em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pr\u00f3ximo de um Jeep Compass que tinha acabado de pegar fogo. Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, os acusados tentavam se livrar de provas do crime.<\/p>\n<p>Com eles, foram encontradas armas, placas de ve\u00edculos clonadas e outros objetos usados no monitoramento e execu\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Segundo as alega\u00e7\u00f5es finais do Minist\u00e9rio P\u00fablico, F\u00e1bio Oliveira Ramos dirigia o Jeep Compass e tamb\u00e9m monitorou as atividades de Carlos Jos\u00e9 Vianna em casa e sua rotina de forma geral.<\/p>\n<p>Foram encontradas diversas fotos de ruas e vias pr\u00f3ximas \u00e0 casa da v\u00edtima do crime no celular do PM. De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, ele participou diretamente do planejamento do crime.<\/p>\n<p>Felipe Ramos Noronha, segundo o MP, tamb\u00e9m foi preso no mesmo dia do crime e mantinha contato direto com F\u00e1bio nos dias anteriores ao crime. Para a acusa\u00e7\u00e3o o conjunto de provas aponta para sua participa\u00e7\u00e3o no crime.<\/p>\n<p>Mayck Junior Pfister Pedro, que tamb\u00e9m foi preso no dia do crime, foi respons\u00e1vel por filmar a v\u00edtima no trabalho, na 29\u00aa DP (Madureira), e no momento em que o policial chegava em casa, em Piratininga, em Niter\u00f3i. Uma das filmagens foi feita na v\u00e9spera do crime, segundo as investiga\u00e7\u00f5es da Delegacia de Homic\u00eddios.<\/p>\n<p>D\u00eanis, por sua vez, foi identificado segundo a pol\u00edcia por impress\u00f5es digitais deixadas em um carro utilizado no crime. Ele tamb\u00e9m aparece de moto em imagens obtidas pela pol\u00edcia acompanhando toda a a\u00e7\u00e3o dos criminosos, no trajeto que sai de Duque de Caxias, vai at\u00e9 Piratininga e depois volta para o munic\u00edpio da Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>A Delegacia de Homic\u00eddios tamb\u00e9m encontrou registros de comunica\u00e7\u00e3o de D\u00eanis com F\u00e1bio em um hor\u00e1rio compat\u00edvel com a morte do policial.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, Jos\u00e9 Gomes da Rocha Neto, o \u201cKiko\u201d, manteve contato direto com F\u00e1bio Ramos, inclusive por chamada de v\u00eddeo no momento em que o Jeep Compass usado na fuga era queimado em Duque de Caxias.<\/p>\n<p>Outros registros de liga\u00e7\u00f5es entre F\u00e1bio e Kiko, de acordo com o MPRJ, apontam que Kiko sabia de todos os passos do PM durante o monitoramento da v\u00edtima em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>Kiko foi o \u00fanico que quis prestar depoimento em ju\u00edzo. Ele reconheceu que conhecia o PM F\u00e1bio, mas negou qualquer participa\u00e7\u00e3o no crime.<\/p>\n<p><strong>Armas ligadas a outros crimes<\/strong><br \/>O Minist\u00e9rio P\u00fablico apontou que duas armas encontradas com os criminosos foram utilizadas nas execu\u00e7\u00f5es de Cristiano de Souza, em 2023, e de Ant\u00f4nio Gaspazianne Mesquita Chaves, em 2024.A morte de Cristiano, que era dono de uma tabacaria, \u00e9 relacionada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da m\u00e1fia dos cigarros ilegais no Estado, segundo a Delegacia de Homic\u00eddios da Capital.<\/p>\n<p>J\u00e1 Ant\u00f4nio Gaspazianne, de acordo com a mesma delegacia, teria sido morto por tentar embolsar o dinheiro de m\u00e1quinas ca\u00e7a-n\u00edquel do jogo do bicho em seu bar, Parada Obrigat\u00f3ria, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.<\/p>\n<p>Nos dois casos, a suspeita da Pol\u00edcia \u00e9 que o mandante dos crime seja Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, bicheiro e apontado como chefe da m\u00e1fia ilegal de cigarros no Rio.<\/p>\n<p><strong>O que alegam as defesas<\/strong><\/p>\n<p>Todas as defesas pediram a despron\u00fancia e absolvi\u00e7\u00e3o dos seus clientes nos dois processos. As acusa\u00e7\u00f5es do MPRJ foram chamadas de gen\u00e9ricas, por n\u00e3o descreverem os atos execut\u00f3rios concretos de cada um dos r\u00e9us. Outros chamam as provas de meras \u201csuspeitas e conjecturas\u201d.<\/p>\n<p>A defesa de Mayck Junior pediu a impugna\u00e7\u00e3o de provas encontradas no seu celular, alegando quebra da cadeia de cust\u00f3dia, e que as conclus\u00f5es do inqu\u00e9rito possuem \u201cInterpreta\u00e7\u00f5es subjetivas\u201d dos investigadores. Os advogados alegam que n\u00e3o h\u00e1 provas que indiquem ordem, acerto financeiro ou qualquer plano de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A defesa de Kiko diz que n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios concretos de autoria ou participa\u00e7\u00e3o no crime, e que a sua comunica\u00e7\u00e3o com F\u00e1bio no dia do crime decorre unicamente da amizade antiga mantida entre eles, \u201csem qualquer conota\u00e7\u00e3o il\u00edcita\u201d.<\/p>\n<p>Kiko alega que que fez uma chamada de v\u00eddeo para convocar F\u00e1bio para fazer exerc\u00edcios, chamando-o de \u201csedent\u00e1rio\u201d. Os advogados afirmam que houve uma \u201cesquizofrenia processual\u201d por parte do MPRJ.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/mancheterio.com.br\/mprj-pede-juri-popular-para-5-reus-por-execucao-de-policial-civil-em-niteroi\/\">Diario Regional RJ <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro pediu, em suas alega\u00e7\u00f5es finais em 2 processos, que os 5 r\u00e9us pela morte do policial Carlos Jos\u00e9 Queiroz Vianna sejam levados a j\u00fari popular. O crime aconteceu em outubro do ano passado em Piratininga, em Niter\u00f3i, na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio. 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