
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (05/06), trouxe uma notícia positiva para o Rio. Registros recentes feitos no Parque Estadual da Pedra Branca revelaram a presença de espécies raras de mamíferos em uma área preservada da Mata Atlântica na Zona Oeste da cidade, resultado de ações de reflorestamento e combate à caça desenvolvidas nos últimos anos.
Entre os animais identificados está o gato-do-mato-pequeno, considerado o menor felino silvestre do Brasil. As câmeras também captaram imagens de pacas, espécie classificada como vulnerável, deixando suas tocas em busca de alimento e água.
Os registros foram realizados em uma área de quase 12,5 mil hectares que se estende por 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste da capital fluminense, consolidando a importância do parque como um dos maiores remanescentes florestais urbanos do planeta.
Outras espécies de ocorrência pouco frequente também apareceram nas imagens. É o caso do tapiti, único coelho nativo do Brasil. De hábitos noturnos, o animal desempenha papel fundamental na dispersão de sementes ao se alimentar de folhas, frutos e cascas, contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico.
As câmeras flagraram ainda o furão-pequeno, espécie que costuma viver em tocas e apresenta atividade predominantemente diurna. Outra surpresa foi o registro de cachorros-do-mato, que iniciam suas atividades ao anoitecer e nunca haviam sido observados naquela região do parque.
O monitoramento é realizado por uma organização não governamental dedicada à conservação da Trilha Transcarioca, percurso que atravessa o Parque Estadual da Pedra Branca.
Apesar dos desafios impostos pela proximidade entre áreas urbanas e ambientes naturais, os resultados do monitoramento são considerados animadores. Somente nos últimos três anos, foram identificadas 21 espécies de mamíferos na região de Realengo, evidenciando a recuperação da fauna em uma das maiores florestas urbanas do mundo.




















































