A Prefeitura do Rio quer ampliar o uso do Sambódromo e integrá-lo de forma permanente ao cotidiano da cidade. A proposta faz parte do projeto urbanístico Praça Onze Maravilha, aprovado pela Câmara Municipal no mês passado, e inclui uma série de intervenções na região da Praça Onze e no entorno da Marquês de Sapucaí.
Entre as principais mudanças está a demolição do Elevado Trinta e Um de Março, que será substituído por um mergulhão para absorver o tráfego da região. A medida permitirá a criação de uma grande esplanada ao lado das arquibancadas da Passarela do Samba.
Com a reconfiguração do espaço, a prefeitura pretende garantir a circulação permanente de pedestres pelo Sambódromo, mantendo áreas abertas ao público ao longo de todo o ano. O projeto também prevê a retirada das grades que hoje isolam a Sapucaí, facilitando a ligação com o Centro da cidade.
A Rua Benedito Hipólito será transformada em área exclusiva para pedestres e se conectará a novos equipamentos urbanos, como a futura Biblioteca dos Saberes, prevista para o terreno do Terreirão do Samba, além da Igreja de Sant’Ana.
Segundo o arquiteto Rodrigo Azevedo, consultor da Prefeitura, os espaços localizados sob as arquibancadas passarão por revitalização, com a instalação de restaurantes e sanitários, substituindo estruturas improvisadas. A proposta busca resgatar a concepção original idealizada por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro de um Sambódromo integrado à vida urbana, preservando integralmente a estrutura tombada da Passarela do Samba.
O plano de revitalização da Praça Onze também inclui novas vias, empreendimentos residenciais e equipamentos públicos. O financiamento deverá contar com a participação da iniciativa privada, por meio de um modelo inspirado nos Distritos de Desenvolvimento Econômico adotados em cidades como Nova York, Toronto e Joanesburgo, nos quais entidades privadas colaboram com a manutenção e a gestão dos espaços urbanos.




















































