
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou neste domingo (14) que conhecia pessoalmente um dos pilotos que morreram na colisão entre dois helicópteros ocorrida pela manhã no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoste da cidade. O acidente deixou seis mortos e provocou um incêndio de grandes proporções em um terreno utilizado para armazenamento de veículos elétricos da BYD, às margens da Avenida das Américas. Em declaração no local da tragédia, Cavaliere lamentou as mortes e destacou a experiência dos comandantes das aeronaves envolvidas.
“Eu conhecia um dos pilotos pessoalmente. Eram dois pilotos experientes, com muitas horas de voo, com uma longa carreira”, afirmou.
Segundo o prefeito, ainda é cedo para apontar as causas do acidente. Ele ressaltou que as investigações deverão esclarecer as circunstâncias da colisão. “De fato foi uma colisão entre as aeronaves, aparentemente uma fatalidade. A gente precisa aguardar a perícia e as autoridades competentes para apurar”, declarou.
Cavaliere também observou que o acidente ocorreu em uma região densamente ocupada da cidade e avaliou que as consequências poderiam ter sido ainda mais graves.
Acidente deixou seis mortos e nenhum sobrevivente
A colisão aconteceu pouco antes das 9h da manhã. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os dois helicópteros se chocaram no ar e caíram em diferentes pontos de um terreno localizado no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.
Ao todo, seis pessoas morreram. Em uma das aeronaves estavam o piloto e quatro passageiros. No outro helicóptero viajava apenas o comandante. Nenhum ocupante sobreviveu.
Um dos aparelhos explodiu ao atingir o solo, provocando um incêndio que atingiu cerca de 20 veículos elétricos armazenados no local. As baterias dos automóveis alimentaram novas explosões, gerando uma grande coluna de fumaça que pôde ser vista de diversos bairros da cidade. A segunda aeronave não pegou fogo e caiu a mais de 100 metros de distância. O piloto morreu preso às ferragens.
Destroços foram arremessados a mais de 100 metros
Com a força do impacto, partes das aeronaves foram lançadas para áreas vizinhas. Segundo relatos das equipes que atuam na ocorrência, destroços foram encontrados em terrenos próximos, dentro de um condomínio residencial e até sobre edificações no entorno. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 45 militares e 15 viaturas para o atendimento da ocorrência. Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, CET-Rio, Comlurb e do Centro de Operações Rio também atuaram no local.
A pista lateral da Avenida das Américas precisou ser interditada durante a manhã para o trabalho das equipes de emergência e realização da perícia.
Aeronaves estavam regulares
Informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que os dois helicópteros envolvidos no acidente estavam com a documentação em dia e possuíam certificados de aeronavegabilidade válidos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e ficará responsável pela investigação que deverá determinar as causas da colisão.























































