Firjan anuncia ações para reduzir Custo Rio e fortalecer a indústria fluminense


Luiz Césio Caetano entrega estudo Custo Rio ao secretário de estado de Fazenda do RJ, Guilherme Mercês – Crédito foto Paula Johas – Firjan

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro celebrou o Dia da Indústria, em 25 de maio, com um evento que reuniu mais de 320 convidados na sede da instituição. O encontro marcou o anúncio de novas medidas voltadas ao desenvolvimento econômico do estado e ao fortalecimento da competitividade industrial.

A abertura foi feita pelo presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, que destacou o papel da federação na formulação de propostas para o crescimento do Rio de Janeiro e do país. “Nosso tradicional evento na sede da federação reforça o compromisso histórico com o desenvolvimento do nosso estado e do país. Tornar esse dia ainda mais especial com ações concretas é o que nos move”.

Entre os principais anúncios, a Firjan apresentou o estudo Custo Rio, que calcula o impacto de entraves estruturais, tributários, logísticos e econômicos sobre quem produz no estado. Segundo a federação, esse custo chega a R$ 274,8 bilhões por ano, valor equivalente a 20% do PIB fluminense.

“Abrimos a agenda deste 25 de maio de 2026 com o lançamento do estudo Custo Rio, que revela o peso invisível que reduz a competitividade de quem produz no estado do Rio. São R$ 274,8 bilhões a mais por ano”, pontuou Luiz Césio Caetano.

Novos programas miram formação profissional e pequenas indústrias

Outra novidade anunciada foi o Escritório de Carreira, iniciativa criada para conectar alunos egressos da Firjan SENAI SESI a vagas e oportunidades no mercado de trabalho.

Segundo Luiz Césio Caetano, o projeto busca entregar às empresas profissionais mais preparados, o que pode ajudar a ampliar a produtividade e a competitividade da indústria fluminense.

O presidente da Firjan também projetou um crescimento das atividades educacionais em 2026. De acordo com a federação, a instituição deve alcançar o maior volume de horas de aula de sua história, com mais de 160 mil alunos atendidos e quase 50 milhões de horas-aluno em educação básica e profissional.

A federação também lançou o Indústria Mais Parceira, serviço da Firjan SENAI SESI voltado à gestão de parcerias não financeiras. O modelo envolve cooperação técnica, doações, patrocínios reversos e desenvolvimento conjunto de projetos.

Outra medida apresentada foi o Saúde para a Pequena Indústria, da Firjan SESI. O programa prevê a realização gratuita do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e do Programa de Gerenciamento de Riscos para indústrias de menor porte.

“Como já disse em mais de uma oportunidade, as pequenas e médias indústrias estão entre as prioridades de minha gestão”, afirmou Luiz Césio Caetano.

Autoridades defendem ambiente de negócios mais favorável

O evento também contou com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, destacou a importância do diálogo com o setor produtivo. “Quero renovar o meu compromisso pessoal e o compromisso do governo federal com o setor industrial. Um compromisso para trabalharmos juntos, dialogando, buscando o acerto e enaltecendo a atividade de quem trabalha e produz, sendo capaz de melhorar a vida das pessoas”.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio, Osmar Lima, lembrou que a capital passou por um processo de desindustrialização, mas ainda mantém peso relevante no setor. Segundo ele, a cidade reúne 6 mil indústrias e 170 mil trabalhadores. “Esse é um número que a gente gostaria, por óbvio, de ver crescer, mas é impossível fazer esse caminho sem um projeto que seja integrado do ponto de vista estadual e federal. Esse é um trabalho que demanda longo prazo”,.

Representando o governador em exercício Ricardo Couto, o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, defendeu uma mudança na relação do Estado com empresas que cumprem suas obrigações fiscais. “O bom contribuinte tem que ser tratado como um cliente do Estado do Rio de Janeiro, alguém que paga seus impostos em dia e, com isso, financia as políticas públicas essenciais para o desenvolvimento econômico e social”,.

Para o secretário, o Rio de Janeiro precisa atuar para melhorar o ambiente de negócios, tanto para empresas já instaladas quanto para a atração de novos investimentos.

“Temos que trabalhar por um ambiente de negócios que seja frutífero, tanto para as empresas que já estão aqui quanto para atrairmos novos investimentos”, completou Guilherme Mercês.

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Díario Regional RJ

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