O primeiro debate entre os pré-candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizado pela Band neste domingo (9), foi marcado pela ausência de Eduardo Paes (PSD), que aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto. A decisão de não participar do encontro colocou o ex-prefeito do Rio no centro dos ataques dos adversários.
Participaram do debate Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo). A segurança pública dominou boa parte do confronto, com os candidatos apresentando visões diferentes para enfrentar o avanço do crime organizado, a atuação de facções e milícias e a violência no estado.
A equipe de Eduardo Paes justificou a ausência alegando orientação jurídica para que o pré-candidato não participe de debates e sabatinas antes do início oficial da campanha, previsto para 16 de agosto, e da confirmação dos registros pela Justiça Eleitoral.
Mesmo fora do estúdio, Paes foi um dos principais personagens do debate. Os adversários aproveitaram sua ausência para questionar sua estratégia e apresentar críticas ao pré-candidato que lidera as pesquisas.
Segurança pública domina debate
Anthony Garotinho apresentou a proposta chamada de “BOPE 2.0”, defendendo mudanças na estrutura de segurança pública. André Marinho apostou na integração de inteligência e tecnologia como ferramentas para combater o crime organizado.
William Siri destacou uma agenda voltada à investigação, reindustrialização e educação, enquanto Douglas Ruas também foi questionado sobre suas relações políticas e sua proximidade com o bolsonarismo.
Durante o debate, Ruas citou a confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua candidatura e anunciou a presença de Flávio Bolsonaro no lançamento de sua campanha, marcado para 16 de agosto.
Ausência de Paes vira estratégia política
A decisão de Eduardo Paes de não participar do primeiro debate acabou criando um cenário curioso: embora estivesse ausente fisicamente, o pré-candidato foi citado e atacado pelos adversários em diferentes momentos do encontro.
A estratégia adotada pelo PSD evita, neste momento, o confronto direto com os demais concorrentes, mas também abre espaço para que os adversários construam suas próprias narrativas sobre o líder das pesquisas.
Com o início oficial da campanha se aproximando, a tendência é de que os debates ganhem ainda mais importância na disputa pelo Palácio Guanabara.
Segurança pública, alianças políticas, economia e capacidade de gestão devem estar entre os principais campos de batalha da eleição estadual.
O primeiro confronto deixou, portanto, uma questão política no ar: até quando Eduardo Paes conseguirá permanecer fora dos debates sem permitir que seus adversários ocupem o espaço deixado por sua ausência?


































































































