
O estado do Rio de Janeiro alcançou IDHM de 0,819 em 2024 e passou a ocupar a faixa de muito alto desenvolvimento humano, segundo o Radar IDHM 2024. O levantamento foi elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado confirma uma trajetória de recuperação no período mais recente. Entre 2021 e 2024, o índice fluminense subiu de 0,763 para 0,819. O avanço nominal foi de 0,056 ponto, o que representa crescimento de 7,3%. Em 2012, o IDHM do estado era de 0,755.
A Região Metropolitana do Rio de Janeiro também registrou melhora. O índice passou de 0,776, em 2021, para 0,833, em 2024. O crescimento foi de 0,057 ponto, também com alta de 7,3%, mantendo a região no grupo de muito alto desenvolvimento humano.
Apesar da melhora, o estudo aponta que o avanço dos indicadores sociais e econômicos não elimina a necessidade de enfrentamento das desigualdades internas, especialmente em regiões marcadas por diferenças fortes de renda, acesso a serviços públicos e oportunidades.
Brasil atinge marca histórica
No cenário nacional, o Brasil chegou a 2024 com IDHM de 0,805. Com o resultado, o país entrou pela primeira vez na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
O índice nacional teve queda em 2020 e 2021, período marcado pelos efeitos sociais e econômicos da pandemia. Nos anos seguintes, houve recuperação. O IDHM brasileiro passou de 0,788, em 2022, para 0,798, em 2023, até superar a marca de 0,800 em 2024.
População negra teve avanço maior
O Radar IDHM 2024 também aponta redução das desigualdades raciais ao longo da série histórica. Entre 2012 e 2024, o desenvolvimento humano da população negra cresceu 10,3%, ritmo quase duas vezes maior que o registrado pela população branca, que teve alta de 5,5%.
Com isso, a distância entre os dois grupos caiu de 14% para 9% no período analisado. O dado indica melhora, mas também mostra que a desigualdade racial segue presente nos indicadores de desenvolvimento humano.
Dez estados chegaram ao patamar mais alto
Todas as unidades da Federação registraram crescimento do IDHM entre 2012 e 2024. Os maiores avanços proporcionais ocorreram no Nordeste, com destaque para Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.
Em 2024, dez unidades da Federação alcançaram a faixa de muito alto desenvolvimento humano. O Rio de Janeiro aparece entre elas, com índice de 0,819.
O levantamento também analisou 20 regiões metropolitanas e a Ride da Grande Teresina. Todas apresentaram crescimento entre 2012 e 2024. Os maiores índices foram registrados em Florianópolis, com 0,874, e Curitiba, com 0,856. Já Macapá, com 0,762, e Maceió, com 0,776, tiveram os menores resultados.


















































