Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram, nesta terça-feira (2), uma perícia técnica no condomínio residencial localizado na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. O objetivo é reconstruir a dinâmica do crime que tirou a vida de Bento Costa Petillo Bezze, de apenas 12 anos. O menino foi atingido por um tiro fatal no peito enquanto brincava na quadra de esportes do conjunto habitacional onde morava com a família.
A perícia não pôde ser executado de forma imediata no dia do crime. Assim que foi baleado, Bento recebeu os primeiros socorros de parentes e vizinhos, sendo transferido às pressas para uma unidade hospitalar da região na tentativa de salvar sua vida, o que acabou alterando a cena do crime. Por conta disso, os investigadores da Polícia Civil precisaram isolar a área posteriormente para buscar vestígios de munição e determinar o ângulo do disparo.
Abalados, os familiares do jovem acompanham de perto o trabalho dos peritos nesta tarde. O clima é de profunda dor e indignação, ocorrendo poucas horas após o sepultamento do menino, que foi enterrado sob forte comoção no Cemitério de Inhaúma. Amigos e vizinhos também compareceram ao local para prestar solidariedade à família e cobrar respostas rápidas das autoridades de segurança pública sobre a tragédia.
A principal linha de investigação aponta para a atuação de criminosos que controlam a região. Os agentes apuram a informação de que o tiro que matou Bento teria partido de um evento realizado em uma área vizinha. Relatos indicam que traficantes locais promoviam uma intensa queima de fogos e disparos para o alto em comemoração ao aniversário do chefe do tráfico da comunidade da Quitanda, também situada no bairro da Pavuna.


















































