Cavaliere critica perdão judicial a Monique Medeiros por morte de Henry: “Causa certa perplexidade a decisão da Justiça”


Foto: Iago Campos/Prefeitura do Rio

Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio, utilizou as redes sociais para criticar a decisão da justiça em perdoar judicialmente Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em 2023. “Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe”, escreveu o prefeito em suas redes sociais.

Em sua postagem, Cavaliere informou que manterá a suspensão da mulher, que fora feita em 25 de março de demitir Monique Medeiros dos quadros da Secretaria Municipal de Educação. Com a decisão, Monique perdeu o cargo de professora na rede municipal do Rio e deixou de ser servidora. Desde o crime, ela vinha recebendo salários como servidora pública municipal.

O julgamento do caso Henry teve duração de dez dias e é considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense. Ao final, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos 9 meses e 20 dias pelos crimes de homicídio duplamente qualificadotortura e coação no curso do processo.

Enquanto Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.

A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, mas a juíza Elizabeth Machado Louro determinou o cumprimento em regime aberto.

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Díario Regional RJ

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