
O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), buscou se afastar politicamente de antigos aliados como Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar ao comentar, em entrevista à TMC, as acusações e investigações que atingiram nomes próximos ao seu grupo político. Pré-candidato ao governo do Estado do Rio, ele defendeu a chamada “individualização na política” e afirmou que não responde por eventuais condutas de outros políticos.
Douglas Ruas deve disputar o governo em uma chapa com o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP). Questionado sobre as operações da Polícia Federal envolvendo Cláudio Castro, que levaram o ex-governador a desistir da campanha ao Senado, o presidente da Alerj disse que não foi citado em nenhuma investigação e que sua pré-candidatura está mantida pelo partido.
“As condutas que são tipificadas no Código Penal são individualizadas. Nós fazemos parte do maior partido do Brasil. É impossível que uma pessoa que está filiada a um partido seja responsável por qualquer conduta de outro correligionário que, por ventura, possa ter praticado qualquer ilicitude. Então, nós temos muita tranquilidade. Quem é o pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro é o Douglas Ruas, e eu tenho certeza que as pessoas vão analisar a trajetória de vida e de trabalho do Douglas Ruas para tomarem a sua decisão”, declarou Douglas Ruas.
Ruas minimiza relação com Bacellar
Na entrevista, Douglas Ruas também minimizou a proximidade com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, preso pela Polícia Federal. Ele afirmou que a relação com Bacellar era natural dentro do funcionamento da política fluminense, já que o ex-deputado comandou o Legislativo estadual nos últimos anos.
Ao mesmo tempo, o pré-candidato do PL atacou as alianças do seu principal adversário na disputa, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD). Ruas citou a relação de Paes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ex-governador Sérgio Cabral.
“Rodrigo Bacellar foi presidente do Parlamento fluminense durante os últimos três anos e é natural que todos os deputados e todos os participantes da política fluminense tivessem relação com ele. Se a gente olhar as alianças do meu adversário, ele é aliado do Lula, que foi preso, condenado. Aliado e sempre intitulou como seu mentor, como sua maior liderança, sua maior referência, o Sérgio Cabral, que é o maior exemplo, talvez, de corrupção do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, ao lado do Lula. Então, se a gente for falar por aliança, o nosso adversário vai ter muito mais dificuldade em explicar o seu histórico ao longo desses últimos 30 anos na política”, afirmou Douglas Ruas.



















































