
O Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado neste sábado (06), marca o início da campanha Junho Lilás, dedicada à conscientização sobre a importância da triagem neonatal para a saúde dos recém-nascidos.
No Estado do Rio a rede pública de saúde já realiza o rastreamento de 54 doenças raras por meio do exame, que foi ampliado em agosto de 2023 conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Nos últimos 3 anos, quase 300 mil exames foram realizados no estado. Em 2025, a cobertura do teste alcançou 75% dos nascidos vivos, de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).
Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 1.074 unidades de coleta do Programa de Triagem Neonatal do Estado do Rio de Janeiro (PTN-RJ). Em média, cerca de 11 mil exames são realizados por mês, número que varia conforme a quantidade de nascimentos registrados no período.
A ampliação do exame corresponde à segunda fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal e possibilita a identificação precoce de doenças raras que, quando diagnosticadas nos primeiros dias de vida, podem ser tratadas de forma adequada. O diagnóstico antecipado reduz o risco de sequelas graves e contribui para um melhor desenvolvimento das crianças.
“O Teste do Pezinho é fundamental para identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida do bebê. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento rapidamente, aumentando as chances de desenvolvimento saudável e reduzindo complicações futuras. É de suma importância que a criança realize o teste, que é muito fácil e simples”, destaca a coordenadora de Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde, Roberta Serra.
O exame é capaz de detectar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que, sem acompanhamento adequado, podem causar sequelas permanentes ou até levar à morte. A coleta deve ser realizada entre o terceiro e o quinto dia de vida do recém-nascido.
Além das doenças mais conhecidas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita, o teste ampliado também identifica enfermidades relacionadas a galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia e alterações da betaoxidação dos ácidos graxos.
Para realizar o exame, os responsáveis devem levar o bebê a uma unidade básica de saúde entre o terceiro e o quinto dia de vida. Nos casos de prematuridade, baixo peso ao nascer ou internação hospitalar, a própria unidade de saúde é responsável por garantir a coleta. O resultado do Teste do Pezinho pode ser consultado pelo site: clickexame.com/srtn/.


















































