Nesta quarta-feira, 10/6, a Polícia Federal realizou a entrega formal de duas ânforas sacras à Igreja da Irmandade da Virgem e Mártir Santa Luzia, localizada no Centro do Rio de Janeiro. Os objetos litúrgicos integram o valioso acervo histórico, artístico e cultural da tradicional instituição religiosa carioca. A ação representa uma importante vitória para a preservação da memória local.
O caso teve início a partir de um alerta fundamental emitido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/RJ). O órgão enviou dados à PF indicando a possível localização de bens que pertenciam originalmente à igreja. A partir dessas informações, os agentes federais iniciaram os trabalhos para rastrear o paradeiro das peças e garantir a integridade dos objetos.
A condução do caso ficou sob a responsabilidade da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DMA). Após uma série de diligências minuciosas, a equipe conseguiu localizar e apreender os itens. Na sequência, as peças foram encaminhadas para exames periciais a fim de atestar sua autenticidade e a real procedência do material encontrado.
Os laudos técnicos revelaram detalhes minuciosos sobre os objetos recuperados. As duas ânforas, confeccionadas em madeira entalhada e dourada, exibem traços estéticos totalmente compatíveis com o conjunto ornamental dos retábulos da Igreja de Santa Luzia. A perícia científica confirmou de forma categórica que os bens pertencem de fato ao acervo histórico e artístico da irmandade.
Durante o inquérito policial, a Polícia Federal concentrou esforços para cumprir todas as etapas legais do processo de recuperação. Os policiais realizaram novas buscas, formalizaram as apreensões necessárias e organizaram a logística segura para a devolução das relíquias ao representante legal da instituição. Com a entrega concluída com sucesso, o ciclo de proteção do bem foi encerrado.
Esta restituição bem-sucedida reafirma o compromisso contínuo da Polícia Federal com a salvaguarda do patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso do país. A ação destaca o papel da instituição na recuperação de bens de relevante valor simbólico, essenciais para manter viva a memória coletiva nacional e a identidade cultural do povo brasileiro perante as futuras gerações.
Vale ressaltar que a Igreja de Santa Luzia possui um valor histórico inestimável, sendo oficialmente tombada pelo IPHAN desde o ano de 1938. Essa proteção legal instituída pelo governo federal não se restringe apenas à estrutura arquitetônica do templo, mas estende-se integralmente a todo o seu acervo de bens móveis, o que torna o resgate dessas duas ânforas ainda mais significativo.




















































