Operação apreende 24 toneladas de produtos falsificados em Duque de Caxias


Uma operação realizada nesta sexta-feira, 26 de junho, no centro comercial conhecido como Feirão das Malhas, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, resultou na apreensão de mais de 24,3 toneladas de produtos com indícios de falsificação.

Durante a ação, três estabelecimentos foram interditados. Ao todo, oito lojas foram fiscalizadas. Entre os itens apreendidos estão calças, bermudas, blusas, bonés, óculos, chinelos, tênis e outros acessórios.

Três responsáveis pelos estabelecimentos foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, a Sedcon, pelo Procon-RJ, pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, a DRCPIM, e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o MPRJ. Representantes de escritórios responsáveis pela proteção de marcas também acompanharam a fiscalização.

Produtos não tinham comprovação de origem

Durante a inspeção, foram encontrados produtos esportivos, roupas, calçados e acessórios com indícios de falsificação de marcas como Hugo Boss, New Balance, Adidas, Nike, Puma, Umbro, Armani e Lacoste, entre outras.

Segundo a fiscalização, os estabelecimentos não apresentaram documentação que comprovasse a origem dos produtos. Também foi constatada a ausência do Livro de Reclamações do Procon-RJ.

Por causa das irregularidades, a administração do Feirão das Malhas foi notificada para informar, dentro do prazo legal, quais medidas serão adotadas para coibir a comercialização de produtos sem comprovação de origem no centro comercial.

O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, afirmou que a venda de itens falsificados prejudica consumidores e comerciantes regulares. “Produtos com indícios de falsificação podem causar prejuízos materiais aos consumidores, representar riscos à segurança e afetar comerciantes que atuam de forma regular no mercado”, afirmou.

Mercado ilegal causou prejuízo bilionário

De acordo com levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, o mercado ilegal no Brasil gerou prejuízo estimado em R$ 473,2 bilhões em 2025.

Entre os setores mais afetados estão o de vestuário, com perdas estimadas em R$ 87,3 bilhões, e o de bebidas alcoólicas, com R$ 83,2 bilhões. Também aparecem os segmentos de combustíveis, com R$ 29 bilhões, e de material esportivo, com R$ 23,3 bilhões.

Ainda segundo o levantamento, o Estado do Rio de Janeiro responde por cerca de 7% dos prejuízos econômicos totais do país, com perdas estimadas em aproximadamente R$ 35,98 bilhões.

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