Tribunal de Justiça do Rio empossa 270 técnicos e analistas


Presidente do TJRJ e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, participa da cerimônia de posse dos novos servidores do Judiciário fluminense -Foto: Brunno Dantas/TJRJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) deu posse a 270 novos servidores nesta segunda-feira (27/07). Os profissionais foram aprovados no último concurso público da instituição e vão atuar em diferentes áreas do Poder Judiciário estadual.

A cerimônia ocorreu no Plenário Ministro Waldemar Zveiter, no Centro do Rio. Participaram aprovados para os cargos de técnico de atividade judiciária sem especialidade, analista judiciário sem especialidade e analista judiciário na especialidade execução de mandados.

As convocações foram divididas em quatro etapas e devem continuar até outubro deste ano. Presidente do TJRJ e governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto de Castro recebeu os novos servidores.

“Ser servidor público é servir ao Estado, à população e à sociedade. Nós, no âmbito do Poder Judiciário, esperamos muito de vocês”, afirmou Ricardo Couto de Castro.

Primeiro colocado pretende seguir carreira na magistratura

Primeiro colocado no concurso, João Victor Kornalewski Carvalho, de 28 anos, tomou posse como analista judiciário. Formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ele pretende seguir carreira na magistratura.

“Estou muito feliz com essa conquista e sempre pensei em me tornar servidor público em função da estabilidade profissional. A disciplina de estudos me ajudou em vários aspectos e estou cogitando seguir a carreira da magistratura futuramente”, disse João Victor.

A mãe do novo servidor, Andrea Kornalewski, trabalha há 32 anos no Tribunal e acompanhou a cerimônia. Segundo João Victor, a trajetória dela foi uma das razões para que ele escolhesse o serviço público.

“A estabilidade do servidor concursado não é um privilégio, é uma garantia do Estado. Para quem almeja essa oportunidade, oriento muito estudo, inscrição em vários concursos e não desistir”, declarou Andrea Kornalewski.

De cargo comissionado a servidora efetiva

Gabriella Cantanhede Wuillaume, de 28 anos, já trabalhava havia três anos no TJRJ em cargo comissionado. Agora, passa a integrar o quadro de servidores efetivos.

“Esse é um grande sonho realizado. Estudei muito para essa prova e essa conquista representa o reconhecimento de todo esse esforço”, afirmou Gabriella.

Primeira integrante da família a cursar Direito, ela contou que teve como inspiração a mãe, também servidora concursada, e as mulheres com quem trabalhou no Judiciário.

“Ver mulheres ocupando espaços de liderança e de decisão sempre me motivou. A Justiça precisa representar toda a população, e isso inclui uma presença feminina cada vez maior no Judiciário”, ressaltou.

Posse representa inclusão de pessoas com deficiência

Morador da Baixada Fluminense, Luiz Augusto Monteiro, de 41 anos, comemorou a nomeação após a segunda tentativa de ingressar na carreira. Formado em Direito e pós-graduado em Direito Público, ele espera que a conquista incentive outras pessoas com deficiência.

“A gente vive em uma sociedade com muitas barreiras, principalmente para as pessoas com deficiência e, sobretudo, para quem é cadeirante. Essa conquista não é importante apenas para mim e para a minha família, mas também para mostrar a outras pessoas com deficiência que é possível chegar lá”, afirmou Luiz Augusto.

O novo servidor também falou sobre a expectativa de começar a trabalhar no Tribunal.

“A ficha está caindo agora. Quando tudo se confirma, vem a ansiedade de começar a trabalhar e exercer minha função. É a realização de um objetivo que persegui por muito tempo”, disse.

Retorno ao Rio para trabalhar no Judiciário

Depois de atuar por quase três anos como escrevente técnico-judiciário no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Enison Montezuma de Souza, de 30 anos, tomou posse como analista judiciário na especialidade execução de mandados.

Natural do Rio, ele decidiu retornar ao estado para continuar a carreira no Judiciário.

“Esse sempre foi o meu sonho. O Rio de Janeiro é a minha cidade, o meu estado, e o Tribunal de Justiça daqui sempre valorizou muito os servidores. Quando surgiu essa oportunidade, não tive dúvidas de que queria voltar para casa e construir minha carreira aqui”, afirmou Enison.

Durante a posse, o servidor também destacou o impacto das políticas afirmativas na composição dos quadros do Judiciário.

“É inegável a efetividade das políticas de cotas e de inclusão. Elas tornam o Judiciário mais diverso e mais representativo da sociedade. Isso vale para pessoas com deficiência, negros, indígenas e outros grupos que historicamente tiveram menos oportunidades”, declarou.

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