
Uma baleia-franca foi flagrada nesta terça-feira (04/08) nadando ao lado do filhote nas águas do Arpoador, na Zona Sul do Rio, com uma rede de pesca presa na cabeça e na boca. O registro foi feito pela fotógrafa Emma Monteiro da Rocha durante um passeio de observação de baleias a bordo de um veleiro.
A imagem, divulgada pelo projeto Amigos da Jubarte, evidencia o emalhe do animal. A baleia-franca é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil e tem como característica o hábito de permanecer próxima ao litoral, frequentemente se aproximando da faixa de areia.
Esse comportamento costeiro contribuiu para que a espécie fosse intensamente caçada no passado, o que ajuda a explicar sua condição de vulnerabilidade até os dias atuais. Durante o inverno e a primavera, as baleias-francas migram para a costa brasileira em busca de áreas adequadas para reprodução, concentrando-se principalmente no litoral de Santa Catarina. A presença desses animais na costa do Rio de Janeiro, no entanto, é considerada incomum.
Enquanto a baleia-franca aparece raramente no estado, as baleias-jubarte já fazem parte da paisagem do litoral fluminense nesta época do ano. Com a chegada do inverno, os animais voltam a ser vistos próximos à costa, atraindo a atenção de moradores, turistas e embarcações dedicadas ao turismo de observação.
A passagem das jubartes pelo Rio de Janeiro integra uma das maiores migrações do planeta. Os animais deixam as águas geladas da Antártida e percorrem cerca de 9 mil quilômetros até o Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, onde encontram condições favoráveis para acasalamento e nascimento dos filhotes.
Embora o litoral fluminense não seja o destino final dessa viagem, ele desempenha papel fundamental como corredor migratório. Todos os anos, milhares de baleias atravessam a costa do estado durante o deslocamento, tornando o Rio de Janeiro um dos principais pontos de observação da espécie no país.
De acordo com especialistas, a localização estratégica da costa fluminense permite acompanhar a passagem das baleias sem interferir em sua rota migratória, proporcionando um espetáculo natural que se repete a cada temporada de inverno.



































































































