Prefeito do Rio cobra ANAC por fiscalização e sugere suspensão de voos panorâmicos após queda de helicóptero


Foto: Reprodução

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), solicitou neste sábado (08;08) à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a realização de uma fiscalização extraordinária em todos os voos panorâmicos que operam na capital. A cobrança ocorre após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, que resultou na morte de quatro pessoas (o piloto e três turistas colombianas, encontradas carbonizadas).

Em declaração concedida diretamente do local da tragédia, Cavaliere informou ter enviado um ofício ao órgão regulador federal e defendeu até mesmo a interrupção temporária do serviço para uma devassada nas condições das aeronaves e das estruturas de apoio.

Apelo por Medidas Imediatas e Suspensão de Operações

O prefeito destacou a preocupação com a segurança de moradores e turistas diante do que classificou como uma reincidência preocupante de tragédias aéreas na cidade:

“A gente não pode de forma alguma deixar de destacar o fato de que a gente tá aqui, em cerca de um mês ou dois meses, em mais um acidente envolvendo helicópteros na cidade do Rio de Janeiro”, declarou Cavaliere.

Sobre a paralisação preventiva das atividades, o chefe do Executivo municipal ressaltou que a decisão final cabe à agência federal, mas revelou um aceno favorável da liderança do órgão:

“Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves e na manutenção dessas aeronaves”, completou.

Regularidade do Voo e Investigação

Apesar de o presidente da ANAC ter confirmado ao prefeito que a aeronave em questão possuía autorização regular para operar voos panorâmicos, Cavaliere reforçou que cabe agora aos órgãos competentes averiguar fatores cruciais como a manutenção do aparelho e as rotinas dos helipontos.

A apuração sobre as causas do acidente está a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Paralelamente, a Polícia Civil atua no processo de identificação formal dos corpos e na perícia das circunstâncias do caso.

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