
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite desta segunda-feira (11/08), um homem que atuava como falso veterinário em uma clínica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Daniel do Nascimento Soares Bittencourt foi encontrado por agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) enquanto realizava uma cirurgia em um gato.
Durante a abordagem, os policiais constataram que Daniel não possuía registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária. O estabelecimento onde ele trabalhava também não tinha as licenças necessárias e foi interditado. O animal que estava sendo operado no momento da prisão passa bem.
Segundo a investigação, o homem já havia sido citado anteriormente por exercício ilegal da profissão, mas continuou realizando atendimentos veterinários sem habilitação. Ele também responde a outros processos por falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato, ameaça e crimes ambientais.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram medicamentos veterinários vencidos que estavam expostos para venda. A equipe também identificou a falta de equipamento adequado para esterilização dos instrumentos cirúrgicos. Além disso, a clínica não possuía alvará de funcionamento nem licença sanitária.
Daniel foi autuado por exercício ilegal da medicina veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animal e crime contra as relações de consumo.
Gata precisou ser amputada após atendimento
Entre os casos que estão sendo investigados está o de uma gata levada à clínica por sua tutora no mês passado. De acordo com o relato apresentado à polícia, Daniel realizou um procedimento cirúrgico e informou que havia colocado dois pinos na perna do animal.
Dias depois, a tutora percebeu sinais de necrose na pata e procurou outra clínica. Um exame de raio-X, segundo o relato, indicou que não havia pinos implantados e que a cirurgia teria sido realizada de maneira inadequada. A gata precisou ter a perna amputada.
A tutora também relatou aos investigadores que consultou o número de registro profissional utilizado nos documentos apresentados pelo homem e constatou que a identificação pertencia a outro médico veterinário.



































































































