
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (26), a terceira fase da Operação Mounjaro, que investiga a venda ilegal de canetas emagrecedoras de procedência suspeita. Entre os alvos da ação estão profissionais de saúde suspeitos de participação no esquema.
Os agentes cumprem mandados em 24 endereços no estado do Rio de Janeiro. Também há diligências em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal, onde foram expedidos quatro mandados.
Durante a manhã, uma pessoa foi presa no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, por suspeita de envolvimento com a rede investigada.
Venda fora de farmácias licenciadas
Segundo a polícia, os medicamentos eram vendidos fora de farmácias autorizadas, inclusive por meio de redes sociais. A prática descumpre normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regula a comercialização desse tipo de produto no país.
O Mounjaro, medicamento injetável que ficou conhecido como uma das “canetas emagrecedoras”, estava entre os produtos oferecidos de forma irregular pelo grupo. A investigação aponta que a rede reunia vendedores e compradores em diferentes estados.
A ação é conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon) e teve início após uma denúncia recebida em maio de 2025. Desde então, os policiais passaram a apurar a origem dos medicamentos e a forma como eles eram distribuídos.
Terceira fase da operação
Esta é a terceira etapa da Operação Mounjaro. A primeira fase ocorreu em junho de 2025 e teve como foco a importação clandestina de medicamentos na Zona Oeste do Rio.
Já a segunda fase, deflagrada em abril deste ano, terminou com a prisão em flagrante de um casal. De acordo com a polícia, os dois tentaram se desfazer dos remédios ao jogá-los pelo telhado de um imóvel durante a chegada dos agentes.















































































































