
Uma mulher apontada como falsa advogada foi presa nesta quarta-feira (03/06) durante a operação “Tela Falsa“, deflagrada pela Delegacia de Defraudações (DDEF). Identificada como Michele Coelho Montenegro, ela é investigada por suspeita de participação em um esquema de estelionato e apropriação indébita envolvendo a negociação fraudulenta de obras de arte e um imóvel de alto padrão localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça. As investigações apontam que o golpe causou um prejuízo superior a R$ 2 milhões.
Segundo a Polícia Civil, a advogada também se apresentava como herdeira de um grande patrimônio, o que teria sido usado para reforçar sua credibilidade e convencer uma vítima a participar de supostos negócios. Durante a operação, uma obra de arte foi localizada pelos agentes.
A ação policial cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados, incluindo imóveis em Ipanema, na Zona Sul, no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, além de Niterói, na Região Metropolitana.
De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da DDEF, Michele possui 17 anotações criminais. Ela é apontada como principal investigada no esquema e teria construído uma imagem falsa de credibilidade para ganhar a confiança de um antiquário. Conforme as apurações, a suspeita prometia negócios lucrativos e induzia a vítima a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. O homem teria entregue quatro obras de arte à investigada, avaliadas em cerca de R$ 10 milhões.
Durante as diligências, os agentes também encontraram indícios do uso de documentos supostamente falsificados, comprovantes bancários sem lastro financeiro e cheques posteriormente devolvidos por fraude. As investigações indicam ainda a negociação não autorizada de obras pertencentes à vítima.
A Polícia Civil apura a possível participação de outras pessoas no esquema. A operação desta quarta-feira busca reunir novos elementos para aprofundar as investigações, identificar o destino dos valores obtidos com as fraudes, localizar bens relacionados aos crimes e responsabilizar todos os envolvidos.














































































































