
Na última semana, o DIÁRIO DO RIO publicou em primeira mão que a Rock World S.A foi a única a disputar o edital de concessão das arenas do Parque Olímpico, localizado na Zona Sudoeste da cidade. O fato de uma empresa conhecida por realizar grandes eventos como o Rock in Rio, por exemplo, gerir por 20 anos o legado físico das Olimpíadas de 2016 preocupa esportistas.
Ricardo Leyser, que foi ministro dos esportes durante as Olimpíadas Rio-2016, também reagiu com apreensão. Segundo ele, em contato com o DIÁRIO DO RIO, “atletas vão ter que competir com shows, porque a concessão tem que pagar as contas. É o que acontece em casos como o Pacaembu, em São Paulo”.
Ainda de acordo com Leyser, o grande problema dessa concessão é “a falta de uma visão esportiva de política pública para a utilização do complexo esportivo”.
O ex-ministro observa também que é uma derrota para o esporte brasileiro um complexo esportivo tão relevante ser visto apenas como uma despesa após tantos investimentos e resultados para o turismo e o esporte nesses dez anos desde os Jogos Olímpicos de 2016.
O maior temor entre os esportistas é o complexo de arenas ficar inviável para treinamentos, formação de novos atletas, além da realização de competições de menor porte, como disputas estaduais, municipais ou de categorias de base.
Embora a concessão preveja que o complexo continue sendo utilizado para competições esportivas, Ricardo Leyser pontua que nesse tipo de troca de gestão a tendência é que somente grandes disputas, com mais apelo de público, tenham espaço.
Sobre a responsabilidade do Poder Público nessa concessão, Leyser afirma: “Não vou citar apenas a Prefeitura do Rio. O Ministério dos Esportes e o Comitê Olímpico Brasileiro tiveram dez anos para encontrar um caminho de política pública para o local e não conseguiram”.
A reportagem do DIÁRIO DO RIO procurou a Rock World S.A para comentar ter sido a única empresa a disputar o edital de concessão das arenas do Parque Olímpico e o futuro do legado, mas não teve resposta.
O Comitê Olímpico Brasileiro, o COB, também foi procurado e não respondeu.
















































































































