RioHarpFestival terá 58 concertos gratuitos em julho no Rio


O Rio de Janeiro será tomado pelo som das harpas em julho. De 1º a 31, o XXI RioHarpFestival reúne cerca de 58 concertos gratuitos, aproximadamente 150 músicos e artistas de mais de 20 países em uma programação espalhada por espaços culturais, igrejas, museus e prédios históricos da cidade.

Considerado um dos maiores festivais de harpa do mundo, o evento passa por locais como CCBB Rio, Arte Sesc Flamengo, Museu do Exército, Forte de Copacabana, Jockey Club, Igreja da Candelária, Real Gabinete Português de Leitura, Academia Brasileira de Letras, Palácio Tiradentes e Solar Meninos de Luz.

A proposta vai além da música de concerto. O festival usa a harpa, um dos instrumentos mais antigos da humanidade, como ponto de encontro entre repertórios clássicos, música popular, tradições ancestrais e novas experiências sonoras.

Entre os nomes internacionais confirmados estão Baltazar Juarez, primeiro harpista da Orquestra Sinfônica Nacional do México, e Kevin Zabdiel, também do México, que participa com o Grupo Folclórico Quetzalli Veracruz, companhia com mais de quatro décadas de trajetória internacional.

A edição também terá Al Nur Kibir, do Líbano; Beatriz Millán, Lidia Del Rio e Thais Del Rio, da Espanha; Juan Riveros e Danny Jordan, dos Estados Unidos; Karishma Ramirez, conhecida como Torcaza Karishma, e Mahatma Ramírez, do Peru; além de Armando Becerra, também peruano.

A lista segue com Adan Vasquez, da República Dominicana; Walter Morato, da Argentina; Lara Fonseca, de Portugal; Edith Gasteiger, da Áustria; Jesus Suarez, da Venezuela; Kobie Du Plessis, da África do Sul; e Léa Mesnil, da França.

Em sua estreia no festival, Léa Mesnil apresenta uma leitura que aproxima França e Brasil. Formada pelo Conservatório Nacional Superior de Música e Dança, a artista se aprofundou na música brasileira a partir da criação de sua própria transcrição do Concerto para violão, de Villa-Lobos, abrindo uma pesquisa sobre o repertório nacional.

Abertura terá gaitas de foles e harpa brasileira

A abertura do RioHarpFestival será no dia 1º de julho, no Arte Sesc Flamengo, com a Orquestra de Gaitas de Foles Brazilian Piper, sob regência do maestro J. Paulo, e participação especial do harpista brasileiro Gelton Galvão.

Fundada em São Gonçalo, a orquestra é uma instituição social pioneira no segmento. O grupo usa a música como ferramenta de inclusão social, formação cidadã e valorização cultural.

Festival chega pela primeira vez à Rotunda do CCBB

Uma das novidades desta edição é a entrada do festival na Rotunda do CCBB Rio. Pela primeira vez em 21 anos, o salão central do prédio histórico recebe concertos do RioHarpFestival.

A estreia no espaço acontece no dia 4 de julho, às 15h, com a Orquestra de Gaitas de Foles Brazilian Piper e participação especial de Baltazar Juarez.

O encontro une tradição escocesa, harpa latino-americana e música brasileira. Juarez tem carreira internacional como solista e músico de orquestra, com apresentações em diversos países, e é uma das referências da harpa clássica e popular na América Latina.

Programação reúne jovens músicos e artistas internacionais

O festival também terá encontros voltados à inclusão e à formação musical. A Orquestra Solar Meninos de Luz, formada por jovens das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, divide o palco com os norte-americanos Juan Riveros, na harpa, e Danny Jordan, na viola.

A Camerata Uerê se apresenta com a austríaca Edith Gasteiger. Criado em 2013 pela violinista francesa Constance Depretz, o grupo reúne cerca de 30 jovens músicos do Projeto Uerê, com idades entre 7 e 18 anos.

A Orquestra de Cavaquinhos de Cabo Frio, criada pelo maestro e pesquisador Ângelo Budega, também está na programação. O projeto celebra 31 anos de trajetória e já beneficiou mais de mil crianças, unindo educação musical, preservação cultural e identidade brasileira.

Outro encontro será entre a Orquestra Violões do Forte e o venezuelano Jesus Suarez, aproximando jovens músicos brasileiros da tradição internacional da harpa.

A programação terá ainda o Grupo Shiva, dedicado ao repertório indiano; grupos japoneses de koto e tambores orientais, com destaque para o Komyo – Tambores do Japão; além de apresentações com harpas africanas como Kora e N’Goni, com o Coral Vozes da África, o grupo Musso Ngoni, com Lilian Amancai, e o Gaio de Lima Trio.

Serviço

XXI RioHarpFestival
Data: de 1º a 31 de julho
Locais: CCBB Rio, Arte Sesc Flamengo, Museu do Exército, Forte de Copacabana, Jockey Club, Igreja da Candelária, Real Gabinete Português de Leitura, Academia Brasileira de Letras, Palácio Tiradentes, Solar Meninos de Luz, entre outros
Programação: cerca de 58 concertos gratuitos
Participantes: cerca de 150 músicos e artistas de mais de 20 países
Sites: www.rioharpfestival.com e www.musicanomuseu.com.br

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