Forte de Copacabana pode passar por reforma com novo museu, auditório e espaços culturais


Fachada do Forte de Copacabana — Foto Cleomir Tavares/Diario do Rio

Palco de um dos episódios mais marcantes da história republicana brasileira e guardião de mais de um século de memória militar, o Forte de Copacabana poderá passar por uma ampla reforma nos próximos anos. O projeto, que prevê novos espaços culturais, museu, auditório e áreas para atividades comerciais, deverá ser apresentado em consulta pública prevista para acontecer após a Copa do Mundo, provavelmente em agosto.

A proposta foi desenvolvida pelo arquiteto Índio da Costa e conta com apoio do BNDES, convidado pelo Exército para ajudar na estruturação do modelo que viabilizará a intervenção. Após a consulta pública, o projeto ainda precisará passar pela análise de órgãos federais e de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União, já que o imóvel pertence à União.

Segundo o diretor do BNDES, Nelson Barbosa, a intenção é transformar o forte em um espaço multicultural com maior capacidade de atrair visitantes. O plano inclui a criação de um museu com potencial de grande visitação, áreas para exposições temporárias e um auditório destinado à realização de eventos. Também está em discussão a instalação de lojas e restaurantes dentro do complexo. A fachada histórica do forte, voltada para o mar, deverá ser preservada.

Construído entre 1908 e 1914 para defender a entrada da Baía de Guanabara, o Forte de Copacabana se tornou um dos marcos históricos do Rio e foi palco do Levante dos 18 do Forte, em 1922. Atualmente, abriga o Museu Histórico do Exército, com 15 galerias que reúnem canhões, telégrafos, equipamentos militares e outros objetos do início do século XX. O espaço também preserva a memória da antiga ocupação da região, conhecida como Promontório da Igrejinha, onde existia a antiga Igreja de Nossa Senhora de Copacabana.

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