Monsenhor André Sampaio completa 29 anos de sacerdócio: trajetória marcada pelo serviço à Igreja e ao patrimônio histórico do Rio


Monsenhor André Sampaio, um dos novos Missionário da Misericórdia – Divulgação

Neste 28 de junho, Monsenhor André Sampaio de Oliveira completa 29 anos de sacerdócio, celebrando quase três décadas dedicadas ao serviço da Igreja Católica, grande parte deles dedicados à Arquidiocese do Rio.

Ordenado sacerdote em 28 de junho de 1997, sua trajetória reúne uma combinação rara de experiência pastoral, sólida formação acadêmica e atuação diplomática internacional. Após estudar na Pontifícia Academia Eclesiástica, em Roma, integrou o serviço diplomático da Santa Sé, representando o Vaticano em missões na Tailândia, Nigéria, Lituânia, Letônia, Estônia e Colômbia. Também atuou como secretário do Cardeal Dom Eugênio Sales, uma das mais importantes figuras da Igreja no Brasil.

De volta ao Rio de Janeiro, passou a exercer algumas das mais relevantes funções da Arquidiocese. Atualmente é Vigário Episcopal para as Associações de Fiéis, Irmandades, Confrarias, Ordens Terceiras e Devoções, acompanhando centenas de associações leigas responsáveis por preservar uma tradição religiosa que remonta aos primórdios da cidade.

Reconhecido por sua sólida formação em Direito Canônico, Monsenhor André é mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana, professor universitário e membro de diversos organismos e tribunais eclesiásticos. Atua ainda nas causas de canonização, integra o Tribunal Eclesiástico Greco-Melquita e exerce funções na Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. Além disso, é pároco dos fiéis de língua inglesa, na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, em Botafogo.

Em janeiro deste ano, recebeu mais uma distinção ao ser nomeado Cônego do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, colegiado responsável por colaborar com o Arcebispo nas celebrações mais solenes da Catedral Metropolitana e em importantes funções da vida arquidiocesana.

Uma entre as realizações mais marcantes de sua atuação recente está a recuperação da histórica Igreja da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, na Rua do Ouvidor.

Monsenhor André participou diretamente de todas as etapas que culminaram na reabertura do templo, em 2023. Acompanhou o processo desde as providências canônicas e institucionais até a reorganização da vida litúrgica da igreja, contribuindo decisivamente para devolver ao Centro Histórico um de seus mais importantes monumentos religiosos.

Desde sua reabertura, a Lapa dos Mercadores voltou a ocupar posição de destaque na vida religiosa e cultural da cidade, recebendo missas diárias, concertos, solenidades e importantes celebrações do calendário católico, além de impulsionar a valorização do patrimônio histórico e das antigas irmandades cariocas.

Seu trabalho em favor da preservação do patrimônio religioso estende-se também a outras iniciativas da Arquidiocese. Como presidente da Comissão Arquidiocesana de Recuperação de Patrimônios, coordena projetos voltados à conservação de igrejas, obras de arte sacra e bens culturais, ao mesmo tempo em que participa da implantação de programas de integridade institucional e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Também as iniciativas que levaram à intervenção na Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte, assim como ao afastamento da então provedora suspeita de desvio de milhões de reais do orçamento da entidade, passaram por suas corajosas mãos. Fechada há quase 8 anos, a histórica igreja está com vazamentos no telhado, seu coro está arruinado devorado por cupins, e a entidade tinha um gordo orçamento que – não se sabe porque – não foi utilizado para a conservação do monumento tombado pelo Iphan. Um processo na Vara de Organizações Criminosas foi aberto para avaliar o comportamento da provedora afastada pela justiça, a organista e protética Brígida Rachid, acusada pelo próprio irmão do desvio de meio bilhão de reais.

Também com sua supervisão têm sido recuperados patrimônios inestimáveis para as Igrejas do Rio, como prataria sacra de altíssimo valor, esculturas e muitos outros bens apreendidos em leilões em São Paulo e até no exterior. Sua equipe atuou na recuperação de bens da Lapa dos Mercadores, Ordem Terceira do Carmo e até da Catedral de Belém do Pará, com o auxílio do Iphan, da Polícia Federal e da Comissão de Patrimônio da Arquidiocese, dirigida pelo Padre Silmar Fernandes.

Poucos sacerdotes da Arquidiocese do Rio de Janeiro reúnem uma atuação tão abrangente quanto a de Monsenhor André Sampaio. Entre o trabalho pastoral, a atividade acadêmica, o Direito Canônico, as missões diplomáticas, a preservação do patrimônio histórico e o acompanhamento das irmandades e confrarias, seu ministério alcança áreas que extrapolam a vida paroquial e contribuem para a preservação da memória, da cultura e da identidade religiosa da cidade. Ao completar 29 anos de sacerdócio, sua trajetória permanece marcada pelo serviço à Igreja e pelo compromisso com um legado que beneficia não apenas os fiéis, mas toda a sociedade carioca.

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