
Dezenas de rodoviários que estão em greve realizam um protesto na tarde desta terça-feira (30/06), no Centro do Rio. Os manifestantes percorreram a Avenida Antônio Carlos, passando pela Rua Primeiro de Março. Por volta das 14h, o ato se encontrava na Avenida Presidente Vargas, ocupando uma faixa da via no sentido Cidade Nova.
Segundo relatos, manifestantes abordaram ônibus que circulavam pela região, retiraram as chaves dos veículos e fizeram com que os passageiros desembarcassem. Alguns coletivos foram depredados e bloquearam o trecho, causando reflexos no trânsito da região. A Polícia Militar foi acionada para controlar a situação. Passageiros que estavam nos veículos e pedestres que passaram pelo protesto relataram clima de tensão. A Guarda Municipal acompanha a manifestação.
Segundo testemunhas, homens com o rosto coberto, e até armados, ameaçando motoristas e passageiros. Vídeos que circulam na internet mostram momentos da confusão.
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A greve dos rodoviários foi mantida na tarde desta terça-feira (30/06), após uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro do Rio. Sem acordo entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus, a categoria decidiu dar continuidade à paralisação e marcou uma nova assembleia para a próxima segunda-feira (06/06).
Durante a audiência, as empresas solicitaram que os trabalhadores suspendessem a greve até a nova reunião. O presidente do Rio Ônibus apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,39% e afirmou que não haveria possibilidade de ampliar a oferta devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor e à perda de subsídios.
O Sindicato dos Rodoviários, por sua vez, sugeriu um reajuste total de 16,3%, dividido em duas etapas: 8% de aumento imediato e outros 8,3% a partir de novembro deste ano. A proposta não foi aceita pelas empresas, e a negociação terminou sem consenso.
Antes da decisão definitiva, os trabalhadores chegaram a aprovar, em uma primeira votação, o estado de greve, que previa a retomada das atividades até a nova rodada de negociações. No entanto, a proposta provocou reação entre os presentes, que defenderam a continuidade da paralisação. Diante da manifestação da categoria, uma segunda votação foi realizada e confirmou a manutenção da greve.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos rodoviários estão salários de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais condutores, além do fim dos contratos temporários e da contratação dos profissionais do BRT pelo regime da CLT. A categoria também pede tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no modelo 5×2, manutenção do passe livre, pagamento dos 30 minutos referentes ao intervalo de almoço e implantação de planos de saúde e odontológico.
Desde o início da paralisação, a Justiça do Trabalho reconheceu a legalidade do movimento, mas determinou que ao menos 50% da frota de ônibus permaneça em circulação em cada linha e itinerário.
Em razão da redução na oferta de ônibus, a Prefeitura do Rio orientou a população a utilizar, sempre que possível, outros meios de transporte, como metrô, trens e barcas, que seguem operando normalmente.















































































































