
O futuro do antigo Colégio da Providência, em Laranjeiras, parece ter mudado de rumo. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou nesta quinta-feira (02/07) que a Prefeitura não irá licenciar a construção de um empreendimento residencial que estava previsto para ocupar o terreno do complexo histórico na Rua Pereira da Silva.
Segundo apuração do DIÁRIO DO RIO, a Incorporadora Valente havia adquirido o terreno, de cerca de 14 mil metros quadrados, para desenvolver uma espécie de condomínio-clube. Um croqui do projeto que circulou recentemente indicava a preservação das edificações protegidas, como a capela e o antigo prédio que servia de residência às religiosas da ordem das Irmãs de São Vicente de Paulo, além do retrofit de construções existentes e da implantação de novos blocos residenciais.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito destacou que o imóvel precisa ser recuperado, mas defendeu outro destino para o espaço. “A edificação histórica está vazia há muito tempo e precisa ser restaurada, revitalizada e reabrir com vida – mas a vocação ali é outra! Aliás, a maior parte desta imagem aérea é uma unidade de conservação municipal – a Área de Proteção Ambiental São José – que impõe um olhar criterioso para qualquer destino que o prédio do antigo colégio venha a ter – e certamente deverá garantir a preservação da área verde e o patrimônio histórico.” afirmou.
Projeto enfrentava resistência
A proposta já vinha encontrando resistência entre moradores de Laranjeiras. Nas últimas semanas, um abaixo-assinado contrário ao empreendimento passou a circular pelo bairro. Um protesto, inclusive, está sendo organizado para o primeiro sábado de julho com o objetivo de tentar barrar a construção
Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o empresário Carlos Valente, proprietário da incoporadora, afirmou que ainda buscava compreender o alcance da manifestação do prefeito. Ele ressaltou que o projeto não previa a derrubada de árvores e que todas as edificações tombadas seriam preservadas. Até o fechamento desta reportagem, a empresa ainda não havia enviado um posicionamento oficial sobre a decisão do município.














































































































