
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (09/07), a Operação Ouroboros, que investiga um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao governo do estado, de acordo com informações do G1.
Segundo as investigações, iniciadas a partir de uma auditoria determinada pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto, o Instituto Rio Metrópole (IRM) teria firmado contratos ilegais que somam R$ 86 milhões. Parte desse dinheiro foi sacada por uma ex-fiscal da autarquia, conhecida como “Mulher da Mala”, que, segundo o MPRJ, contava até com escolta para ir ao banco.
Durante a operação 5 pessoas foram presas, entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM, e Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”. Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), já é considerado foragido.
Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) apontou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
Saiba quem são os alvos:
– Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline;
– Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia;
– Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM;
– Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte;
– Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM;
– Mauricio Silva Knoploch dos Santos, foragido: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM.
O governo do estado afirmou em nota que “a operação desta quarta-feira foi resultado de uma auditoria que identificou indícios de irregularidades em contratos e deu origem às investigações. O relatório produzido pela auditoria foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou a apuração e deflagrou a operação. A atuação reforça o compromisso do governo do estado com a transparência, o controle dos recursos públicos e o combate à corrupção”.
Entenda o esquema:
O Instituto Rio Metrópole (IRM) foi criado em 2018 para articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo.
Segundo as investigações, a partir de 2022 o IRM realizou licitações fraudulentas e direcionadas para contratar as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria.
Na sequência, a Engeconsult e a R Peotta firmaram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic – Instituto Bio, por meio dos quais parte dos recursos recebidos do IRM era repassada à entidade. De acordo com o MPRJ, o dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio sob escolta da empresa Rioforte.
As investigações também apontam que os aditivos contratuais eram outra frente do esquema. Somente em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões em seus contratos.















































































































