
As férias escolares de julho devem dar fôlego ao setor de bares e restaurantes no Estado do Rio de Janeiro. Pesquisa realizada pela Abrasel entre os dias 22 e 30 de junho mostra que 65% dos empresários esperam aumento no faturamento durante o período.
Entre os empresários otimistas, 63% projetam crescimento de até 20% em relação a um mês comum. Os demais acreditam em uma alta ainda maior.
A expectativa também é positiva na comparação com o mesmo período do ano passado. Para 71% dos entrevistados, o faturamento nas férias de julho será superior ao registrado em 2025. O movimento é puxado pela maior circulação de turistas, famílias em recesso escolar e consumidores em busca de lazer no estado.
Férias escolares puxam movimento no inverno
Segundo o presidente da Abrasel-RJ, Maurício Costa, julho costuma ser um mês importante para o setor de alimentação fora do lar no inverno. “Julho é tradicionalmente o melhor mês de fluxo de clientes do nosso setor durante o inverno. As férias escolares são o principal motor desse desempenho histórico. O fluxo mais intenso de turistas, especialmente os nacionais, ajuda a fomentar o consumo. No entanto, há um risco associado às baixas temperaturas neste inverno, aliado à eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo. São fatores que podem reduzir o ímpeto do brasileiro para o consumo”, explicou.
A pesquisa também aponta melhora nos indicadores financeiros do setor. Em maio, 35% das empresas operaram com lucro. Outras 49% registraram estabilidade financeira, enquanto 16% fecharam o mês no prejuízo.
Na comparação entre maio e abril, quase metade dos estabelecimentos, 49%, informou alta no faturamento. Outros 28% mantiveram receitas estáveis e 23% tiveram queda.
Inflação ainda limita reajustes nos cardápios
Mesmo com a melhora no faturamento, muitos empresários seguem com dificuldade para repassar custos aos preços. Segundo a pesquisa, 34% dos estabelecimentos não conseguiram fazer qualquer reajuste nos últimos 12 meses.
Outros 56% reajustaram os preços em índices iguais ou inferiores à inflação. Apenas 10% conseguiram reajustar acima da inflação no período.
“Grande parcela dos negócios não tem conseguido atualizar os preços dos cardápios de acordo ou acima da inflação. Essa também é uma preocupação constante do nosso setor”, afirmou Maurício Costa.
Inadimplência cai, mas impostos pesam
A pesquisa mostra ainda que 20% das empresas têm dívidas em atraso. O percentual é inferior ao observado na média nacional.
Entre os empresários inadimplentes, os principais débitos são os impostos federais, citados por 58% dos entrevistados. Em seguida aparecem os tributos estaduais, mencionados por 42%.
Para Maurício Costa, a redução da inadimplência é um sinal positivo, mas parte do setor ainda enfrenta pressão financeira. “Os indicadores mostram uma evolução importante, mas muitos negócios ainda convivem com uma estrutura de custos elevada e obrigações tributárias pesadas. O desafio continua sendo criar um ambiente que permita ao empresário investir, contratar e crescer de forma sustentável”, concluiu.
















































































































