
Um corpo foi encontrado na manhã deste sábado (18) no mar da Urca, na Zona Sul do Rio, durante as buscas pelo turista goiano Khallew Gharetty Tomaz Carvalho, de 17 anos, desaparecido desde a última terça-feira (15) após ser arrastado pela correnteza na Praia de Copacabana. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima localizada apresenta características físicas compatíveis com as do adolescente, mas a identificação oficial ainda depende dos exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML).
O corpo foi encaminhado ao IML, onde passará pelos procedimentos de identificação. A Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente a identidade da vítima.
Desde o desaparecimento do adolescente, o Corpo de Bombeiros mantinha uma operação de buscas na orla da Zona Sul, mobilizando guarda-vidas, mergulhadores, embarcações, motos aquáticas, helicópteros e drones. As equipes atuavam diariamente na tentativa de localizar o jovem, desaparecido em uma área de mar agitado e forte correnteza.
Khallew, morador de Bom Jesus de Goiás (GO), chegou ao Rio de Janeiro na segunda-feira (13) para passar alguns dias na cidade acompanhado dos amigos Edson Luís de Araújo Filho, de 20 anos, e Adrian Damasceno Vieira, também de 20.
Na terça-feira (14), o grupo visitou pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Jardim Botânico antes de seguir para a Praia de Copacabana. No período da tarde, os três entraram no mar nas proximidades do Copacabana Palace.
De acordo com o relato prestado por um dos amigos à 12ª DP (Copacabana), uma onda de grande intensidade atingiu o grupo por volta das 15h20, puxando os banhistas para uma área mais profunda. Os jovens tentaram atravessar a onda, mas foram arrastados pela correnteza. Os dois amigos conseguiram retornar à superfície e alcançar a faixa de areia, enquanto Khallew desapareceu no mar. Em entrevista ao jornal O Globo, Edson Luís de Araújo Filho contou que os três foram surpreendidos por uma sequência de ondas que os lançou para o alto-mar.
“Estávamos os três na água. Depois de umas quatro ondas, fomos arremessados para o alto-mar. Parecia um redemoinho. Eu sei nadar e fiz muita força com as pernas. Foi assim que consegui sair. Demorei cerca de quatro minutos para conseguir voltar, sem ajuda de ninguém. Quando cheguei à areia, comecei a gritar e pedir socorro. Virei de costas e comecei a rezar. Quando olhei para trás, depois de um tempo, só vi os bombeiros e meu namorado chegando. O Khallew não foi encontrado”, disse.
Segundo Edson, havia bandeira vermelha na praia, indicando risco para banho. Ainda assim, a presença de outras pessoas no mar fez com que o grupo acreditasse que seria possível entrar na água em segurança. O amigo também afirmou que o reforço das equipes de resgate demorou a chegar.
“Levou uns 45 minutos para chegarem helicópteros e jet skis”, relatou.
Após o desaparecimento, Adrian Damasceno Vieira registrou um boletim de ocorrência na 12ª DP (Copacabana). O caso foi registrado como desaparecimento nas águas e segue sendo acompanhado.















































































































