
A Prefeitura do Rio apresentou, na manhã desta segunda-feira (20/07), um conjunto de medidas de prevenção, monitoramento e resposta para reduzir os impactos da possível intensificação do fenômeno El Niño nos próximos meses. O anúncio foi feito no Centro de Operações Rio (COR) e tem como foco preparar a cidade para episódios de calor extremo e chuvas intensas.
Durante a apresentação, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou que, apesar dos investimentos em obras de drenagem e contenção de enchentes, o município ainda permanece vulnerável a eventos climáticos severos.
“Boa parte das áreas mais sensíveis ainda estão sujeitas a eventos extremos e a riscos no verão”, afirmou o prefeito.
Fenômeno pode elevar temperaturas e aumentar riscos climáticos
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico em pelo menos 0,5°C acima da média. O fenômeno ocorre, em geral, a cada dois a sete anos e influencia o clima em diferentes regiões do planeta.
No Brasil, os efeitos costumam variar de acordo com a região. Enquanto o Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas, áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos de estiagem. Já no Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro, há maior probabilidade de ondas de calor e de ocorrência de chuvas intensas.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o El Niño se fortaleça ao longo do segundo semestre deste ano, com pico esperado entre novembro e fevereiro. Segundo a agência, o fenômeno aumenta as chances de eventos extremos, como secas, temporais e temperaturas acima da média.
A meteorologista Juliana Hermsdorff, do Alerta Rio, explicou que os efeitos já podem começar a ser percebidos no fim do inverno.
“Baseado em eventos anteriores desse fenômeno, temos maiores ondas de calor e mais frequentes, com um impacto na elevação da temperatura média, já no fim do inverno, na primavera e no verão”, afirmou.















































































































