
Comemorado em 26 de julho, o Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema de Manguezais teve a sua celebração antecipada através de uma grande ação Comlurb. Na última quinta-feira (23), a companhia realizou a limpeza na área de mangues da Península do Caju, na Zona Portuária carioca, no entorno da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria, operada pela concessionária Águas do Rio.
Sob a supervisão do biólogo Mário Moscatelli, que conduz o projeto Mangue da Alegria, em parceria com a concessionária, a ação mobilizou 30 garis que atuaram com o apoio de dois caminhões compactadores e alguns equipamentos da Águas do Rio. O Mangue da Alegria é voltado à recuperação desse importante ecossistema, um dos mais impactados pela poluição na Baía de Guanabara.
O presidente da Comlurb, Renato Rodrigues, destaca que, na terceira ação conjunta, a companhia e parceiros aliam “preservação ambiental, recuperação de ecossistemas e conscientização da população sobre a importância da destinação correta dos resíduos” para beneficiar um ecossistema tão importante para a saúde ambiental da cidade.
“Cuidar dos manguezais é proteger a biodiversidade, melhorar a qualidade ambiental da Baía de Guanabara e investir em um futuro mais sustentável para a cidade”, alerta Renato Rodrigues.
Na ação Mangue da Alegria, que acontece desde 2024, são removidas, em média, nove toneladas de resíduos do manguezal por edição. Além disso, o projeto plantou milhares de mudas de espécies nativas, favorecendo a restauração da vegetação, o retorno da fauna e a recuperação de um importante berçário da vida marinha.
O planejamento da Águas do Rio prevê a revitalização de 8,2 hectares de manguezal, para reforçar a proteção da biodiversidade, a captura de carbono e a resiliência da Baía de Guanabara, como explica Caroline Lopes, gerente de Meio Ambiente da concessionária:
“A recuperação do manguezal atua como um verdadeiro filtro natural que acelera o nosso projeto macro de despoluição”, esclarece Caroline, acrescentando que o Mangue da Alegria viabilizou 20 mil mudas enraizadas e um hectare de floresta devolvido ao ecossistema.
“Vemos a natureza agir em conjunto com as nossas obras, que já barram 134 milhões de litros de esgoto por dia. Proteger os manguezais é resgatar esse imenso berçário de biodiversidade e garantir que a Baía de Guanabara, o maior ativo ambiental do Rio de Janeiro e do país, seja um legado vivo e limpo para as próximas gerações”, afirma Caroline Lopes.















































































































