Dia do Rodoviário é celebrado com missa e confraternização

O Dia do Rodoviário, celebrado neste sábado (25) em homenagem a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, reúne profissionais do setor na sede recreativa do sindicato em Rocha Miranda, na Zona Norte. A comemoração, no entanto, ocorre sob o pano de fundo de uma forte crise trabalhista. Apesar das festividades, a categoria confirmou a manutenção do estado de greve em todo o município do Rio de Janeiro após o fracasso nas negociações com as empresas de ônibus.

O impasse ganhou força na última quinta-feira (23), quando os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta do sindicato patronal, o Rio Ônibus. A oferta recusada previa um reajuste salarial de 5% e um aumento de 6% no valor da cesta básica, valores considerados insuficientes pelas lideranças sindicais.

Negociações individuais e risco de paralisações pontuais

Diante do travamento das negociações gerais da campanha salarial, a estratégia do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sintraturb) e do Sintrocard — que representam juntos cerca de 90 mil trabalhadores do setor de transportes no Rio — sofrerá uma guinada imediata.

  • Acordos por empresa: O sindicato buscará abrir negociações diretas e individuais com cada viação. Onde houver entendimento financeiro, acordos coletivos específicos serão assinados para garantir a circulação integral da frota.
  • Paralisações pontuais: Em empresas que apresentarem pendências trabalhistas crônicas ou se recusarem a negociar, o sindicato não descarta a eclosão de greves localizadas a qualquer momento.
  • Festa mantida: O presidente do sindicato, Sebastião José, defendeu a realização do evento recreativo apesar do momento tenso. “É claro que toda essa situação sobre o dissídio está tendo entraves, mas é necessário lembrar a força desses profissionais”, destacou. A programação do dia conta com missa, apresentações musicais e sorteio de brindes.

Cobrança judicial pelo “tempo de placa”

Além do reajuste salarial, a categoria aprovou uma nova frente de batalha jurídica contra as empresas. O sindicato vai ajuizar ações trabalhistas em massa para exigir o pagamento retroativo dos chamados 30 minutos de “tempo de placa”.

Essa rubrica corresponde ao período em que os motoristas permanecem com os coletivos parados nos pontos finais organizando o embarque de passageiros. Segundo a representação jurídica da categoria, como o profissional está à disposição da empresa nesse intervalo, o tempo deve ser obrigatoriamente contabilizado e pago como hora trabalhada ou hora extra na jornada regular diária.



Diario Regional RJ

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