
A Santa Casa da Misericórdia volta a abrir as portas da histórica Capela do Imperador para celebrações religiosas neste domingo (26/07). A missa solene, marcada para as 11h, marca a retomada das atividades regulares no espaço, que estava há anos sem receber cerimônias frequentes.
A celebração deve reunir representantes da administração da Santa Casa, profissionais de saúde, autoridades públicas, convidados e integrantes da sociedade civil.
Segundo a instituição, a reabertura faz parte do processo de reestruturação em andamento, que inclui medidas para recuperar o Hospital Geral, reorganizar a gestão e preservar o patrimônio histórico, cultural e religioso da entidade, uma das mais antigas instituições filantrópicas do país.
O diretor-geral do Hospital Geral da Santa Casa, Ricardo Cavalcanti, afirma que a retomada das missas também busca aproximar a sociedade da instituição e fortalecer parcerias para apoiar esse processo de recuperação.
Entre as autoridades esperadas para a cerimônia estão o secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião; o reitor da UniRio, José da Costa Filho; Christine de Orléans e Bragança, representante da família imperial brasileira; o provedor da Santa Casa, Francisco Horta; e o médico Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde do Rio.
Capela preserva legado do período imperial
Inaugurada em 1852, durante as obras de ampliação do Hospital Geral da Santa Casa, a Capela do Imperador ocupa a área central do complexo hospitalar, sob uma cúpula que se destaca na arquitetura do edifício.
O espaço recebeu esse nome porque foi inaugurado com a participação de Dom Pedro II, que conduziu o Santíssimo Sacramento até o altar na cerimônia de abertura. A partir de então, o imperador e a imperatriz Teresa Cristina passaram a frequentar o local em celebrações religiosas, especialmente aos domingos e em datas solenes.
Ao longo de sua história, a capela também recebeu ministros, magistrados, presidentes da República e outras autoridades, consolidando-se como um dos principais símbolos da memória da Santa Casa.
Além de seu valor histórico, o templo preserva obras de arte sacra brasileira do século XIX e é considerado um dos patrimônios arquitetônicos menos conhecidos do Centro do Rio.
















































































































