Vídeo inédito mostra rotina de onça-parda e outras espécies ameaçadas no Parque Nacional do Itatiaia


Foto: Divulgação

Entre fevereiro e abril deste ano, câmeras de monitoramento instaladas em áreas de vegetação do Parque Nacional do Itatiaia, no Sul Fluminense, registraram a presença de diversas espécies da fauna silvestre, incluindo animais ameaçados de extinção. Entre os flagrantes estão o de uma onça-parda, além de diferentes espécies de gatos-do-mato e filhotes de mamíferos nativos.

Um dos registros mostra uma fêmea de gato-do-mato-pequeno acompanhada de um filhote na Trilha Rui Braga, localizada na parte alta do parque. Durante o mesmo período, a onça-parda foi filmada repetidas vezes, tanto na região alta quanto na baixa da unidade de conservação.

As câmeras também captaram imagens de filhotes de queixada e de gambá-de-orelha-preta, reforçando a importância da área para a reprodução e preservação da fauna silvestre.

Entre as espécies identificadas, várias estão incluídas em listas de animais ameaçados. O queixada é classificado como vulnerável (VU) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A onça-parda aparece como quase ameaçada (NT) na classificação do MMA.

Já o gato-maracajá é considerado vulnerável pelo MMA e quase ameaçado pela IUCN. O gato-do-mato-pequeno está na categoria em perigo (EN) segundo o MMA e vulnerável (VU) de acordo com a IUCN, enquanto o gato-mourisco é classificado como vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente.

Veja o vídeo

No total, o monitoramento resultou em 3.423 registros, sendo 1.454 deles de animais. O levantamento permitiu identificar 21 espécies de mamíferos e outras 15 de aves que habitam o parque.

A ação faz parte de um projeto desenvolvido em parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR). Iniciada em 2024, a iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do Parque Nacional do Itatiaia e fornecer informações que contribuam para estratégias de conservação das espécies.

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