
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, foi homenageado com título de Doutor Honoris Causa pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante uma visita ao instituto Bio-Manguinhos, na Zona Norte carioca, na manhã desta segunda-feira (27). No encontro, o presidente da instituição, Mario Moreira, e Adhanom também trataram de assuntos, como saúde global e diplomacia científica.
A homenagem, que é concedida pela instituição a personalidades que contribuíram de modo notável para a humanidade, para o País ou para a instituição, foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz em 2025. Adhanom foi merecedor da comenda por sua atuação na ampliação do acesso global à saúde e por sua atuação durante a pandemia da Covid-19.
Na cerimônia, Tedros Adhanom elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) por sua capacidade de dar uma “cobertura universal de saúde”:
“Se tem uma grande lição que o modelo brasileiro pode ensinar ao mundo, com a Fiocruz como um dos pilares da ciência e da saúde pública no país, é o compromisso com a cobertura universal de saúde. A saúde é um direito humano fundamental, não é um privilégio de alguns ou da maioria, mas um direito de todas as pessoas”, disse o diretor-geral da OMS, acrescentando que o mundo deveria adotar um modelo semelhante ao do Brasil. Sobre a Fiocruz, Adhanom disse ainda que a instituição “é uma referência na promoção da equidade em saúde e uma grande defensora da cooperação entre os países do Sul Global”.
Durante a homenagem, a liderança internacional lembrou que, quando era ministro da Saúde na Etiópia, em 2006, firmou uma parceria com a Fiocruz. A iniciativa, segundo ele, representou um grande ganho para a população:
“Naquela época, a Etiópia estava ampliando rapidamente o acesso aos serviços de saúde, mas também queríamos acompanhar de perto os resultados desse processo, uma das melhores experiências que encontramos foi justamente a da Fiocruz”, disse Tedros, lembrando que, atualmente, 75% das mortes no mundo são resultado de doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, que podem ser evitadas com alimentação, atividade física e bons hábitos de vida.
Tedros Adhanom destacou ainda que a população mundial ainda está vulnerável a emergências sanitárias, como pandemias: “O mundo continua vulnerável a emergências em saúde, como pandemias. Depois das lições da COVID-19, temos trabalhado para melhorar nossa capacidade de resposta”, comentou o representante da OMS, acrescentando que as lideranças internacionais devem atuar de forma solidária para o fortalecimento da saúde global.
Quem é Tedros Adhanom
Nascido na Eritreia, que até 1993 era parte da Etiópia, Tedros Adhanom é biólogo assumiu a direção-geral da OMS em 2017, sendo reeleito em 2022. Ele é o primeiro africano a ocupar o cargo desde a fundação da instituição em 1948.
Entre 2005 e 2012, Adhanom foi ministro da Saúde da Etiópia. Ele também foi presidente do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária; além de ter atuado em outros cargos de igual relevância.
Com informações do jornal O DIA.
















































































































