Prefeitura do Rio faz balanço do legado olímpico de 2016

Dez anos após a abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a capital fluminense avalia os impactos do maior evento esportivo de sua história. Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (5) no Museu do Amanhã, o prefeito Eduardo Cavaliere inaugurou a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro” e esculturas permanentes.

Durante o evento, Cavaliere destacou que as transformações provocadas pela Olimpíada continuam presentes e ativas no cotidiano da população carioca.

Segundo o prefeito, o principal legado ultrapassa os equipamentos esportivos e se materializa em obras estruturais essenciais. Entre as principais entregas citadas estão a implantação do sistema BRT, o Terminal Gentileza e escolas tecnológicas adaptadas de arenas esportivas.

Estudo da Fundação Getulio Vargas divulgado em 2024 aponta que os Jogos geraram R$ 51,2 bilhões em PIB e mais de 465 mil empregos. A administração municipal também enfatizou o reaproveitamento de estruturas para evitar a criação de instalações ociosas, transformando arenas em escolas públicas.

O Parque Olímpico e o Complexo de Deodoro seguem ativos com competições e uso gratuito por moradores para atividades esportivas e culturais. Contudo, o balanço também expõe que promessas iniciais da candidatura não foram integralmente cumpridas ao longo da última década.

Entre as pendências destacam-se a completa despoluição da Baía de Guanabara e a universalização do saneamento em áreas do entorno. A exposição gratuita permanece aberta ao público até 5 de outubro, reunindo itens históricos como medalhas, tochas e uniformes oficiais.



Diario Regional RJ

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