
Pessoas interessadas em comprar carros anunciados na internet eram atraídas para Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e acabavam vítimas de uma emboscada. Segundo a Polícia Civil, esse era um dos métodos utilizados por um grupo ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), investigado por crimes que movimentaram cerca de R$ 4 milhões nos últimos três anos.
A estrutura criminosa foi alvo, nesta quarta-feira (12/08), da segunda fase da Operação Market Fake. Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo.
De acordo com a investigação da 23ª DP (Méier), os criminosos criavam anúncios de veículos que não existiam ou não estavam realmente à venda. Quando um interessado demonstrava interesse, o contato avançava até o momento em que era marcado um encontro para a suposta negociação.
As vítimas eram então levadas para comunidades de Belford Roxo, onde, segundo os investigadores, eram mantidas sob ameaça e violência. Além de terem seus pertences roubados, eram obrigadas a realizar transferências bancárias para os criminosos.
Golpes também envolviam aluguel e contas de luz
A venda fictícia de automóveis não era a única fonte de recursos identificada pela polícia. O grupo também teria utilizado plataformas digitais para anunciar imóveis para aluguel que não existiam e aplicado golpes por meio da emissão de boletos falsos de contas de energia elétrica.
A investigação aponta que havia uma divisão de tarefas para manter a estrutura funcionando. Os responsáveis pelo esquema recrutavam terceiros, principalmente pessoas desempregadas, para criar e publicar os anúncios fraudulentos.
Essas pessoas recebiam pelo serviço e, conforme a polícia, ajudavam a ocultar a identidade de quem efetivamente comandava as fraudes e movimentava o dinheiro obtido com os crimes.
Operação chega a cidades do Rio e de São Paulo
As ordens judiciais são cumpridas em Belford Roxo, São Gonçalo e Araruama, no estado do Rio, além de Cubatão, em São Paulo.
A ofensiva reúne agentes do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Polícia Civil paulista. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), também participa da ação.
A segunda etapa da operação busca avançar na identificação dos integrantes responsáveis pela estrutura financeira do grupo e esclarecer a participação de outros envolvidos nas fraudes.














































































































