
No dia 22 de agosto, a Sala Cecília Meireles recebe a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) para o espetáculo “Música para Metais”, da Série Músicos da OSB. Sob a regência do maestro Will Sanders, o concerto destaca a família dos metais e apresenta obras de Gilson Santos, Osvaldo Lacerda, Fernando Morais, Hudson Nogueira, Duda (José Ursicino da Silva), Tasso Bangel, Jessé Sadoc, João da Banda e Fernando Deddos.
O programa começa com a fanfarra “Sul-Americana”, de Gilson Santos, escrita como exercício inspirado no estilo tradicional dos grupos de metais e das bandas de concerto. Hoje executada em diferentes países, a obra abre caminho para “Dobrado, Ponto e Maracatu”, de Osvaldo Lacerda, uma das obras fundamentais do repertório brasileiro para metais. Seus três movimentos percorrem referências à banda militar, ao canto ritual afro-brasileiro e ao cortejo pernambucano, preservando as características populares de cada gênero.
Na sequência, “Elegia”, de Fernando Morais, cria um momento de contraste. Única obra do compositor escrita a partir da perda de uma pessoa querida, a peça nasceu originalmente para trompete e cordas. Posteriormente, tornou-se o segundo movimento de seu concertino para trompete e, durante a pandemia, ganhou uma versão para metais, na qual o naipe aparece em um registro mais grave e sustentado.
O repertório segue com “Três Danças Carnavalescas nº 2”, de Hudson Nogueira. Cada dança apresenta um desafio diferente: o maracatu explora a complexidade rítmica; a marcha-rancho valoriza o lirismo melódico; e o frevo, com um fugato de escrita elaborada, exige precisão técnica dos músicos.
A apresentação também destaca “Música para Metais nº 2”, de Duda, nome artístico de José Ursicino da Silva, um dos grandes nomes do frevo. A composição passa por maracatu, seresta e forró antes de terminar, como as demais obras da série “Músicas para Metais”, em ritmo de frevo.
Com “Gauchíssima”, de Tasso Bangel, o programa muda de sotaque. Morto em maio deste ano, o compositor foi um dos nomes importantes da música do Rio Grande do Sul, e a obra é uma de suas homenagens à terra natal.
Do Sul, o concerto segue para o Sudeste com “Voltando de Acari”, de Jessé Sadoc. A inspiração surgiu durante um engarrafamento na Avenida Brasil, quando o compositor retornava do bairro carioca de Acari. As melodias que lhe vieram à cabeça durante o trânsito deram origem à peça, que será apresentada em versão para metais e percussão.
Outro destaque é “Zouk – Às Quarentonas de Quarentena”, de Gilson Santos. A obra nasceu durante o lockdown, depois que o compositor assistiu a uma reportagem sobre um grupo de senhoras que participava de aulas de dança on-line e relatava a alegria proporcionada pela atividade. A partir da clave do zouk, a composição distribui a percussão entre os metais, criando o que Santos define como uma “máquina sonora”, sobre a qual surge a melodia.
Para encerrar a apresentação, o público poderá ouvir o frevo de rua “Mavi Frevando”, de João da Banda, seguido de “Choro pro Falcone”, de Fernando Deddos. A última obra propõe um encontro festivo entre o choro e o maxixe, fechando o programa com uma celebração da diversidade de ritmos brasileiros.
PROGRAMA:
GILSON SANTOS – Fanfarra Sul-Americana (2’)
OSVALDO LACERDA – Dobrado, Ponto e Maracatu (11’)
FERNANDO MORAIS – Elegia para Conjunto de Metais (5’)
HUDSON NOGUEIRA – Três Danças Carnavalescas para metais e percussão (11’)
DUDA / JOSÉ URSICINO DA SILVA – Música para metais nº 2 (6’)
TASSO BANGEL – Gauchíssima – Allegro para metais e percussão (6’)
JESSÉ SADOC – Voltando de Acari para metais e percussão (5’)
GILSON SANTOS – Zouk “Às Quarentonas de Quarentena” (3’)
JOÃO DA BANDA – Mavi Frevando – Frevo de Rua (3’)
FERNANDO DEDDOS – Choro pro Falcone (4’)
SERVIÇO:
Série Músicos da OSB | Música Brasileira para Metais
Dia 22 de agosto (sábado), às 17h
Local: Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ)
Ingressos: R$40,00 (R$20,00 meia)
















































































































