
A Unirio e a UFRJ querem ajudar a preservar a documentação histórica do antigo Instituto Médico-Legal (IML), na Lapa. As duas universidades manifestaram interesse em participar do trabalho de organização, recuperação e conservação do acervo, que começou a ser retirado do imóvel em maio e teve mais uma etapa concluída nesta quarta-feira (12/08). Todo o material será incorporado ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj).
A Unirio, inclusive, já desenvolveu, em parceria com o Arquivo, um projeto para o tratamento da documentação. A iniciativa prevê a atuação especializada sobre o material, que reúne registros produzidos pela Polícia Civil ao longo de décadas. Também há interessados em financiar as ações necessárias para a preservação.
O movimento acontece após a repercussão provocada pelas condições em que parte dos documentos era mantida no antigo IML. Há cerca de três meses, foram denunciados casos de descarte de papéis pelas janelas do prédio, o que mobilizou pesquisadores, entidades ligadas à memória e órgãos de preservação. Desde então, o Ministério Público Federal (MPF) acompanha as medidas adotadas para proteger o acervo.
Material histórico
O conjunto é considerado um dos mais relevantes sob guarda do Estado. Levantamentos anteriores apontam cerca de 440 mil itens iconográficos e quase 3 mil metros lineares de documentos. Entre o material estão livros, fotografias, mapas e documentos administrativos. Parte dos registros também pode servir de fonte para pesquisas sobre violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar.
A transferência para o Aperj ainda depende de uma solução provisória de armazenamento. O Arquivo Público não tem capacidade física para receber todo o material neste momento. Por isso, o governo estadual negocia com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a Secretaria-Geral da Presidência da República a utilização de um imóvel temporário.



































































































