
O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou os índices de criminalidade no Estado do Rio de Janeiro relacionados ao mês de julho deste ano. No levantamento, divulgado na última segunda-feira (18), foi verificado um avanço de 25% nos casos de letalidade violenta, na comparação com julho de 2025. Ao todo, julho de 2026 registrou 301 vítimas, contra 240 de julho do ano passado.
O índice de letalidade violenta reúne os casos de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e latrocínio – roubo seguido de morte.
O avanço da letalidade violenta teve a contribuição dos homicídios, que aumentaram 27% em julho; e das mortes em confronto com a polícia, que avançaram 45%. Entre os 301 registros de letalidade violenta, 290 estão posicionados nas duas categorias criminais citadas. Os casos de feminicídio também registraram aumento, somando quatro em julho de 2025, contra seis no mesmo mês deste ano.
Na análise do acumulado de janeiro a julho entre os dois anos, a letalidade violenta apresentou uma queda de 6%. O período também registrou queda nos homicídios dolosos (-5%) e nas mortes em confronto (- 8%).
Na análise isolada de julho, somente cinco das 41 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps), semelhantes ao setor de policiamento de um batalhão da Polícia Militar, concentram um terço dos casos de letalidade violenta no Estado do Rio.
A área do 18º BPM (Jacarepaguá), na Zona Sudoeste, liderou o ranking, com 25 mortes violentas. A região sofre com a disputa territorial travada entre traficantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos. Em seguida vêm: Aisp 15 (Duque de Caxias), com 21 casos; Aisp 16 (Olaria) e Aisp 41 (Irajá), ambas com 20 ocorrências; e Aisp 39 (Belford Roxo), com 15 registros no mês de julho.
Pelo levantamento, a área do 33º BPM (Angra dos Reis) passou de uma morte em julho de 2025 para oito, em julho de 2026; o 16º BPM (Olaria), passou de três para 20 casos; no 40º BPM (Campo Grande), o aumento foi de um para seis. Das 41 Aisps do território fluminense, as mortes violentas ficaram estáveis ou caíram em 15.
O relatório do ISP identificou ainda que o roubo de celular recuou 24%, com 1.780 casos este ano, contra 2.347 em julho de 2025. No acumulado do ano, o índice retraiu 20%. O índice de furto de celular recuou 31%, com 2.818 casos no mês passado. De janeiro a julho, a redução foi de 18%.
Quanto aos roubos e furtos de veículos, os resultados foram de redução de 22% em julho, com 1.396 veículos roubados. Entre janeiro e julho, houve alta de 10%, no primeira modalidade de crime. Os furtos de carros recuaram 16%, com 1.263 ocorrências em julho, contra 1.505 de julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho deste ano, a queda foi de 10%.
O Roubo de carga também apresentou retração, segundo a sondagem. O recuo foi 25%, com 168 caos em julho. Em 2026, no entanto, a modalidade de crime registrou alta de 6%.
Com informações do jornal Extra.













































































































