TSE determina análise urgente de canal pró-Lula acusado de divulgar desinformação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12/10) que a área técnica da Corte analise, com máxima urgência, o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A página reúne mais de 3,7 milhões de usuários e é coordenada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A análise foi solicitada após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, acusar o canal de divulgar desinformação. Segundo os advogados da campanha, oito publicações teriam reproduzido conteúdos já proibidos pelo TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada.

Entre os exemplos citados está uma informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A campanha do senador afirma que as publicações fazem parte de uma estratégia de disseminação de informações falsas.

Nunes Marques pediu à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do tribunal que identifique conteúdos já considerados irregulares pela Justiça Eleitoral e verifique se houve atuação coordenada para divulgá-los.

O caso teve decisões divergentes no próprio TSE. Inicialmente, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a medida por considerar insuficientes os elementos apresentados para justificar a retirada de toda a página do ar.

Em outra decisão relacionada à disputa eleitoral, o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, determinou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva suspendesse o impulsionamento pago de publicações no Instagram e no Facebook com a mensagem “se Flávio Bolsonaro vencer, você perde”.



Diario Regional RJ

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